Página:Horto (1910).djvu/266

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No teu olhar, cheio da luz chorosa
Que envolve o Espaço quando a tarde expira,
Bóia uma doce mágoa lacrimosa,
Uma saudade indefinida gira.

E quando afirmes que não tem começo
A dor sem fim que no teu seio existe
Queres assim, eu muito bem conheço,
Fazer-me crer que já nasceste triste.

E falas a sorrir: “Essa dolente
Tristeza amarga que me empana o olhar
É a vaga chorando eternamente
Por não poder se separar do mar...”