Página:Invenção dos aeróstatos reivindicada.pdf/61

Wikisource, a biblioteca livre
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
—55—
13.a
A uma barquinha de coiro, da qual e' seu dono o mesmo estaleiro, pois de si a lança ao mar e a traz comsigo embrulhada na orla de um guardanapo; e diz por mais maravilha que e' impossivel afoyar-se em agua, fiado na bexiga.


DECIMAS
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·

·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·


Quando eu vi a tal barquinha
Pelo Tejo dar a sola,
Me lembrou a passarola
De quem Deus tem, que não tinha,
O inglez informado vinha
Do seu mal logrado intento,
E achou que da agua o invento
Era melhor que o do ar;
Mas não tem que se cançar,
Que para mim tudo é vento.[1]

·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·

·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
14.a
Ao Padre Voador


SONETO TRONCADO


Com segredos totaes do gabiné
Se foi no pacabote o voadó,


  1. É a segunda de quatro decimas, que vêm no cod. CXII/1-2-d da Bibl. de Evora.

    No mesmo cod a pag. 187 v.° se acham as decimas de Thomaz Pinto—Ao transito do P. Bartholomeu Lourenço—as quaes publicámos com differente titulo a pag. 47 e seg.