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JORNAL DAS FAMILIAS.



Correio. O portador é meu irmão. Se soubesses que saudades tenho de ti! e da minha vida de solteira! Casáram-me... Quer isto dizer, deram-me uma posição.

Sabes a vida que eu aqui passo? Eu te digo.

Passeio a cavallo ou de carro, tenho constantemente a casa cheia de hospedes. Caçadores, fazendeiros, ou negociantes. Nos dias de semana, ouço o chiar dos carros, o canto monotono dos escravos, o ruido dos engenhos. Perspectivas pastoris e nada mais.

Creio que morrerei com visos de beata.

Meu marido não é mao homem, mas é um pouco excentrico. Todo o seu prazer é caçar ou fallar em cavallos e burros.

Não sei para o que serve o dinheiro. Para outros será uma grande felicidade. Para mim não. Afianço-te que eu era feliz quando solteira. Hoje que sou casada, de que me serve tel-o, mettida aqui n’esta solidão.

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