Página:Memorias de um pobre diabo.pdf/80

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—Ah! cheira a mysterio? pois sim, dê-m'a, eu gosto dos mysterios.

Tomou-a e partio com ar senhoril. E viva o frade!

Ao desapparecer na turbamulta, aproximou-se-me um permanente pedindo-me o charuto para acender um cigarro.

—Camarada, lhe disse, eu não inventei a polvora, porque nasci depois della inventada.

Elle concordou, rosnando:

—Polvora! polvora! que diabo é polvora?


CAPITULO VII.


Doze horas depois fui ao escriptorio do Jornal; lá estava uma cartinha com a minha senha. Constava de duas linhas bem traçadas, quanto á essencia; quanto á calligraphia, nunca vi peóres gregotins.

«Sr. ***.—Ora queira Deus e Deus queira vos não mettais em camisa de onze varas! Rua do Conde n....»