— É.
Ele entrou familiarmente, com o chapéu na cabeça.
— Muito melhor que o da Rua da Misericórdia. E boas vistas... São as terras do Morgado, além...
Amélia cerrara a porta, e indo direita a ele, com os olhos chamejantes:
— Por que não respondeste a minha carta?
Ele riu:
— É boa! E por que não respondeste tu às minhas? Quem começou?
Foste tu. Dizes que não queres pecar mais. Também eu não quero pecar mais. Acabou-se...
— Mas não é isso! exclamou ela pálida de indignação. É que há a pensar na criança, na ama, no enxoval... Não é abandonar-me para aqui!...
Ele pôs-se sério, e com um tom ressentido:
— Peço perdão... Eu prezo-me de ser um cavalheiro. Tudo isso há-de ficar arranjado antes de voltar para a Vieira...
— Tu não voltas pra Vieira!
— Quem é que diz isso?
— Eu, que não quero que vás!
Pusera-lhe fortemente as mãos nos ombros, retendo-o, apoderando-se dele: e ali mesmo, sem reparar na porta apenas cerrada, abandonou-se-lhe como outrora.
Dai a dois dias o abade Ferrão apareceu restabelecido do seu ataque de reumatismo. Contou a Amélia a bondade do Morgado, que chegara a mandar-lhe todas as tardes, num aparelho de