Página:O livro de Esopo fabulario português medieval.pdf/102

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missigeiro, mensageiro: LXI, 49 (missigeyro). Alterna com misseg-; vid. este vocabulo.

misurado, comedido: XXXVII, 13. Mas mesura, LIII, 3.

mizquinho, -a, mezquinho, -a: XXIII, 3; XXXIX, 8 (mizquynha); XLII, 22 (mizquynho); XLVIII, 18 (myzquynhas).

molher, mulher: VII, 1.

moor, maior: XLIX, 15.

mua, mula: XXII, 2.

N

nehũu, -a: l, 21. Em xxxiv, 25 nhehũa. Noutros casos nhũu e nhũa, que podem ler-se respectivamente nehũu ou nẽhũu, e nehũa ou nẽhũa. A graphia nhũu ou nhuũ não é caso unico: vid. Archivo Hist. Port., I, 419 «nhuũ trabuto>. Se se encontra nẽhũu em muitos textos, por ex. nos Anciens Textes Port. (sec. xiv) de Cornu, p. 33, e no Leal Conselheiro (sec. xv), p. 25, tambem se encontra nehũu, por ex. em um doc. do sec. xv no Archivo Hist. Port., I, 319, nehũa nas Cantigas de Affonso o Sabio, p. 395, niú (por niũ) em Viterbo, Elucidario, e neún em Cortesão, Subsidios. Comquanto entre nec unu- e nẽ hũu seja legitimo admittir nehũu (neũ), nada mais facil tambem do que ter-se ás vezes omittido por esquecimento o til.

neiciamente, nesciamente: liii, 16 (neyçiamente).

neicio, nescio: liii, 15 (neyçio).

nembrar, lembrar: lvi, 12.

nembro, membro: xii, 24.

nhũu. Vid. nehũu[1].

nojo, damno: xxii, 4 (faço nojo); xxiii, 24 (id.); enfado: lvi, 6.

nojoso, desgostoso: xv, 13.

nom, não: passim.

nunca. Vid. .

O

obidiente, obediente: lviii, 13.

official, empregado de justiça em geral: lii, 15 (ofiçiaaes). D. Duarte dá a definição no Leal Conselheiro, p. 32: «dos officiaes,
  1. Hoje na Extremadura diz-se em próclise nhuma (vid. os meus Dialectos Extremenhos, I, 35); mas esta fórma, que resulta de n’nhuma < nenhuma, nada tem com a do Fabulario