Página:Obras de Manoel Antonio Alvares de Azevedo v2.djvu/213

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Macário: Tal e qual-por sinal que era fria como o focinho de um cão.

O Desconhecido: Era eu.

Macário: Há um lugar em que estende-se um vale cheio de grama. À direita corre uma torrente que corta a estrada pela frente. . Há uma ladeira mal calçada que se perde pelo mato...

O Desconhecido: Aí encontrei-vos outra vez... A propósito, não bebeis ?

Macário: Pois não sabeis? Essa maldita mulher só tem aguardente; e eu que sou capaz de amar a mulher do povo como a filha da aristocracia, não posso beber o vinho do sertanejo...

O Desconhecido (Tira uma garrafa do bolso e derrama vinho no copo de Macário): Ah!

Macário: Vinho! (Bebe). À fé que é vinho de Madeira! À vossa saúde, cavalheiro!

O Desconhecido: À vossa. ( Tocam os copos) .

Macário: Tendes