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XVII

Ó morte! a que mistério me destinas?
Esse átomo de luz que inda me alenta,
Quando o corpo morrer,
Voltará amanhã... aziagas sinas!...
Da terra sobre a face macilenta
Esperar e sofrer?
 

XVIII

Meu Deus, antes, meu Deus, que uma outra vida
Com teu sopro eternal meu ser esmaga
E minh'alma aniquila...
A estrela de verão no céu perdida
Também, às vezes, teu alento apaga
Numa noite tranqüila!...