Página:Poesias eroticas, burlescas e satyricas.djvu/208

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notas


É vil insecto, e o genio atroz não muda,
Bem como a escura côr não muda a gralha,
E o hediondo fedor não perde a arruda.


EPIGRAMMA


De todos sempre diz mal
O impio Manoel Maria;
E se de Deus o não disse,
Foi porque o não conhecia.


SATYRA


Impondo duração além das eras
Numen te eriges, fanfarrão Bocage,
Envesgando raivoso o vasto mundo
Ante o teu throno serpeando a medo.
Usurpador de louros soberanos.
Ah! não aviltes o Apollineo solio
Em que é dado reinar a augusto vate.
Que equilibrando na invenção madura
Potente phrase, se abalança aos astros,
Até c′os deuses praticar soberbo.
Os titulos sagrados me apresenta,
Com que alardeas profanando Apollo: