nos crustaceos, especialmente nos Copepodes do que a placa caudal espatulada que caracterisa as Zoeas de Alpheus, Palaemon, Hippolite e outros lagostins dos Carangueijos-Eremitas, o Tatuira e as Porcellanæ. O coração só possue um par de fendas e não tem musculo algum atravessando o seu interior como trabeculas, emquanto que em outras Zoeas, reconhece-se sempre, distinctamente, dous pares de fendas e um apparelho trabecular, interno.

Durante este estado de Zoea, são formados os olhos pares, os segmentos do corpo mediano e abdomen, os maxillipedes posteriores, os appendices caudaes lateraes e os rudimentos tuberculiformes das patas do corpo mediano, (fig. 30). Os appendices caudaes emergem quaes outros membros, livremente, sobre a superficie ventral, emquanto em outros lagostins, Porcellanæ, etc., elles são produzidos no interior da placa caudal espatuliforme.

Quando as patas do corpo mediano entram em acção, simultaneamente á outras mudanças profundas, a Zoea passa á forma de Mysis ou de Schizopode (fig. 31).
As antennas cessam de servir á locomoção, sendo o seu logar occupado pelas patas thoracicas, providas de longas cerdas e do longo abdomen que, justamente antes fôra laboriosamente arrastado, como unitil carga, porém agora, com os seus musculos poderosos, lança o animal atravez da agua, em uma serie de saltos rapidos.
As antennas anteriores, perderam as suas longas cerdas, e, ao lado do ultimo «quarto» articulo, dotado de filamentos olfactivos, apparece um segundo ramo que é no principio, mono-articulado. O ramo externo, previamente multi-articulado, das antennas posteriores, tornou-se uma simples laminula, a escama antennal do lagostim; ao lado desta apparece o rudimento tuberculiforme do flagellum, provavelmente como uma nova formação, desapparecendo inteiramente o ramo interno. Os cincos novos pares de patas, são bi-ramosos, com o ramo interno curto e simples, o externo mais longo, annellado no extremo, provido de longas cerdas e mantido, como em Mysis, em constante movimento gyratorio.
Durante o estado de Mysis são formados os orgãos auditivos no articulo basilar das antennas anteriores; se desenvolvem em chelas e os dous ultimos pares em patas ambulatorias: os palpos nascem das mandibulas, as branchias do thorax e as patas nadadoras do abdomen. O espinho sobre o labrum se reduz em tamanho. D'este modo, o animal gradual mente se aproxima da forma do lagostim, em que o olho mediano se torna indistincto, o espinho do labrum e os ramos externos das patas cheliferas e ambulatorias foram perdidas, os palpos mandibulares e as patas abdosminaes adquiriram articulos distinctos e cerdas e as branchias entraram em jogo.
Em outro lagostim, os diversos estados larvaes, dos quaes pode ser reconhecida, como pertencente á mesma série pela presença de uma nodoa amarella escura, frisantemente definida, em torno do olho mediano, a Zoea primitiva (fig. 32), provavelmente oriunda do Nauplius, se parece, em todos as particularidades essenciaes com as especies que acabamos de descrever; o seu desenvolvimento ulterior é, comtudo, muito diverso, especialmente em que tanto as patas do corpo mediano como a do posterior não são formadas simultaneamente, e não ha um estado de dezenvolvimento comparavel á Mysis, no numero e estructura dos membros. Os vestigios