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DO SELVAGEM

DO

Dr. Couto de Magalhães


IAUTI TAPIIA CAAIUA'RA

     Iautí mira catú, intimaã mira puxi. Oicó itapereyuá uyrpe, osanhana i temiú.

     Tapiira caáiuára oeyca ape, onheên ixupé: “Retyryca iautí ki xii.”

     Iautí osuaxára ixupé: “Ixé ki xii intí xatyryca mãá recé xaicó ce yuá yua uyrpe.”

     “Retyryca, íuatí, curumú xa pirú indé.”

     “Repirú remãen arama, inhé nhû será apyaua!”

     Tapiira, iutupari, opiru iautí teté.

     Tapiira osoana; iautí cuaí onheên: Tenupá, iuruparú, amána ára ramé cury xacemo, xasó ne racacuéra mamé catú xauacémo ndé; xameên cury indé arama reiutyma recuiara ixé”.

     Amána ára ocycána iautí ocemo arama.

     Iauti océmo osoána iurupari uasú racacuéra.

O JABUTI E A ANTA DO MATTO

     O jabuti é gente boa e não gente má. Estava debaixo do taperibá junctando a sua comida.

     Chega ahi a anta do matto, diz para elle: “Retira-te de ahi, jabuti.”

     O jabuti respondeu para ella: “Eu de aqui não me retiro, porque estou de baixo da minha arvore de fructa.”

     “Retira-te, jabuti, sinão te piso.

     “Pisa, para tu veres si tu só és homem!”

     A anta, diabo, pisou o coitado do jabuti.

     A anta foi-se embora; o Jabuti disse assim: “Deixa estar, diabo, sairei no tempo da chuva e vou ao teu encalço até encontrar-te; te darei o troco de me teres enterrado.”

     Chegou o tempo da chuva para o jabuti sair.

     O jabuti saiu, foi logo atraz do diabo grande.