SUSPIROS POETICOS.
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Emquanto te procuravaAndei errados caminhos;E das rosas que murcharamSó me restam os espinhos. Vai-te, oh fortuna, Não me atormentes; Já te não creio; Em tudo mentes.
Por cousa tão transitoriaÉ loucura amofinar-nos;Os bens que hoje nos outorgas,Amanhã pódes tirar-nos. Vai-te, oh fortuna, Não me atormentes; Já te não creio; Em tudo mentes.
Com bem pouco me contento;Conformei-me co’a desgraça;Já me tenho por ditoso,Já regeito a tua graça.