38
SUSPIROS POETICOS
Quando tu pausas, gemebundo o ventoVai tambem entre os lugubres cyprestesTeus ultimos accentos murmurando.
Nas cavas sepulcraes som luctuoso De tua voz rebôa.Dirías que animados por teu canto,Os myrrados cadaveres se elevam Do fundo dos jazigos, E sobre as lousas curvos,Cantam n’um côro o mystico estribilho.
Sobre o bronco alcantil de alpestre fraga,Pelos tufões batida, e pelas ondas, Que incessantes se entonam, Tu, sentenda, qual virgem Do naufragio escapada,O mar contemplas, do infinito imagem;E depois para Deos erguendo os olhos,Teus olhos como dous fanaes accesos,Que dos céos co’as estrellas rivalisam,E ao viajante ao longe o escolho indicam;Ao compasso das vagas gemebundas,