Página:Ultimos Sonetos.pdf/181

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ANCIEDADE


Esta anciedade que nos enche o peito,
Enche o céo, enche o mar, fecunda a terra,
Ella os gérmens purissimos encérra
Do Sentimento limpido, perfeito.

Em jôrros crystalinos o direito,
A par vencendo as convulsões da guerra,
A liberdade que abre as azas e érra
Pelos caminhos do Infinito eleito.