Padre Frisão, se vossa Reverência

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Ao mesmo clerigo appellidando de asno ao poeta.
por Gregório de Matos
Poema agrupado posteriormente e publicado em Crônica do Viver Baiano SeiscentistaOs Homens BonsA Nossa Sé da Bahia

Padre Frisão, se vossa Reverência
Tem licença do seu vocabulário
Para me pôr um nome incerto, e vário,
Pode fazê-lo em sua consciência:
  
Mas se não tem licença, em penitência
De ser tão atrevido, e temerário
Lhe quero dar com todo o Calendário,
Mais que a testa lhe rompa, e a paciência.
  
Magano, infame, vil alcoviteiro,
Das dodas corretor por dous tostões,
E enfim dos arreitaços alveitar:
  
Tudo isto é notório ao mundo inteiro,
Se não seres tu obra dos culhões
De Duarte Garcia de Bivar.