Sisudo Ornellas meu, em cujos Lares

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(Sisudo Ornellas meu, em cujos Lares)
por Francisco Álvares de Nóbrega
Poema agrupado posteriormente e publicado em Rimas (1804)


Ao Senhor Marcos João d'Ornellas, natural da Ilha da Madeira, em cuja casa o A. recebeu a primeira educação.


Sisudo Ornellas meu, em cujos Lares
A tenra flor dos annos meus abrio,
Flor que, ao depois, do tempo a mão cobrio
De horrido lucto, e de fataes pezares;

Transpondo o espaço de alongados ares,
Leve signal de gratidão te envio,
Da minha historia o entre-cortado fio
Verás, quando este Livro folheares.

Ao ler os duros males que lastimo,
Não affogues em mar de novo pranto
Planta nutrida ao teu affago e mimo.

Vingão-me as Musas de infortunio tanto,
Affugento a Desgraça, a dôr supprimo
« Quando ao toque da Lyra a voz levanto. » [1]

Notas[editar]

  1. Francisco Manoel de Oliveira. [N. do A.]