N′um capote embrulhado, ao pé de Armia

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(N′um capote embrulhado, ao pé de Armia)
por Bocage
Poema agrupado posteriormente e publicado em Poesias eroticas, burlescas e satyricas como Soneto IV. Edições posteriores, tal como uma de 1969, atribuem apócrifamente a este poema o título Soneto (Des)pejado.[1]

N′um capote embrulhado, ao pé de Armia,
Que tinha perto a mãe o chá fazendo,
Na linda mão lhe fui (oh céos!) mettendo
O meu caralho, que de amor fervia:

Entre o susto, entre o pejo a moça ardia;
E eu solapado os beiços remordendo,
Pela fisga da saia a mão crescendo
A chamada sacana lhe fazia:

Entra a vir-se a menina... Ah! que vergonha!
«Que tens? — lhe diz a mãe sobresaltada:
Não pode ella encobrir na mão langonha:

Suffocada ficou, a mãe córada:
Finda a partida, e mais do que medonha
A noute começou da botetada.

Notas[editar]

  1. MATTOSO, Glauco. Bocage, o desboccado; Bocage, o desbancado. São Paulo: 2002. Disponível em <http://www.elsonfroes.com.br/bocage.htm. Acesso em: 28 maio 2014.