Lingua mordaz, infame, e maldizente

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(Lingua mordaz, infame, e maldizente)
por Desconhecido
Poema agrupado posteriormente e publicado em Poesias eroticas, burlescas e satyricas . Edições posteriores, tal como uma de 1969, atribuem apócrifamente a este poema o título Soneto do Monge Caluniado.[1] Outros editores costumam atribuir este poema erroneamente ao Bocage.[2]

Lingua mordaz, infame, e maldizente,
Não ouses murmurar do bom prelado:
Inda que o vejas com Alcippe ao lado.
Amiga não será, será parente:

Geral da Ordem, prégador potente,
No jogo padre-mestre jubilado,
E tambem caloteiro descarado
Pode ser que o repute alguma gente:

E que te importa que fornique a moça?
Que prégue o evangelho por dinheiro?
Que em vez de andar a pé ande em carroça?

Talvez que d ′isso seja um verdadeiro
Dos monges exemplar, da Serra d′Ossa
Pois que dos monges é hoje o primeiro.

Notas[editar]

  1. MATTOSO, Glauco. Bocage, o desboccado; Bocage, o desbancado. São Paulo: 2002. Disponível em <http://www.elsonfroes.com.br/bocage.htm. Acesso em: 28 maio 2014.
  2. SILVA, Inocêncio Francisco da (Org.). Poesias eroticas, burlescas e satyricas. Bruxellas: [S. n.], 1900. p. 208.