Symbolum

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Que flora na alma se abre acesa!
E à noite em festa do meu pensamento
Vens, oh! Lua nevada de tristeza!
Pára, fogo-fantasma... Astro agoirento!

Se a carne, em ti, soluça, e reza...
E me atiras abraço nevoento,
- Nesse horizonte a que te quero presa,
Arde, oh fogueira branca! Oh! Sofrimento!

E apaga-te! No céu, que espaço resta
A tua face histérica e medrosa,
Lua de Dor à noite em festa?

Cada estrela, embriagada, te maltrata...
Canto! Minha alegria, caprichosa,
(...), aos teus ais tange liras de prata!