Um mancebo no jogo se descora

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Um mancebo no jogo se descora
por Álvares de Azevedo
Poema agrupado posteriormente e publicado em Lira dos Vinte Anos.


Um mancebo no jogo se descora,
Outro bêbedo passa noite e dia,
Um tolo pela valsa viveria,
Um passeia a cavalo, outro namora.
 
Um outro que uma sina má devora
Faz das vidas alheias zombaria,
Outro toma rapé, um outro espia...
Quantos moços perdidos vejo agora!
 
Oh! não proíbam, pois, no meu retiro

Do pensamento ao merencório luto
A fumaça gentil por que suspiro.
 
Numa fumaça o canto d'alma escuto...
Um aroma balsâmico respiro,
Oh! deixai-me fumar o meu charuto!