Ó! Palmatória do Paroba

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Ó! Palmatória do Paroba
por João Simões Lopes Neto
Publicada originalmente em sua coluna, Balas de estalo, em 29 de agosto de 1889.


Ó! Palmatória do Paroba
Ond’estás? Jazes no olvidio?
Já não se ouve o teu zunido
Ó! Palmatória do Paroba
(Já tenho dores no ouvido!
Não acho rimas em OBA)
Ó! Palmatória do Paroba
Onde estás? Jazes no olvidio?

Agora é outra cantata
A tesoura é argumento
Raspar o coco! Tormento!
Agora é outra cantata
E tendo na líndua — tento
Ou fugir de tal batata
Agora é outra cantata
A tesoura é argumento.

Minha rosa perfumada
Ó! Rosa cabelereira
Me fazes sentir tonteira
Minha Rosa perfumada;
Porque — e vá inteira;
É uma rosa desalmada,
Minha rosa perfumada
Ó! Rosa cabeleireira.