E não desabou a cousa

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E não desabou a cousa
por João Simões Lopes Neto
Publicada originalmente em sua coluna, Balas de estalo, em 7 de setembro de 1888, utilizando o pseudônimo Job Rigago.


E não desabou a cousa,
E ninguém quebrou as pernas;
Houve até palavras ternas,
E não desabou a cousa;
Longe as tremuras internas
Do baile ir-se pra a lousa;
E não desabou a cousa,
E ninguém quebrou as pernas!
Viva! Viva! Toca o hino!

Foguetório, doces, fardas;
Por homens de calças pardas,
Viva! Viva! Toca o hino!
De amor pátrio várias jardas
Levaram o Sete ao pino;
Viva! Viva! Toca o hino!
Foguetório, doces, fardas!,,,
Sim, senhor, gostei de ver

Esse APLOMB aristocrata
A bela nobreza inata,
Sim, senhor, gostei de ver...
Com energia se destaca
Da arraia morta por ver!...
Sim, senhor, gostei de ver
Esse APLOMB aristocrata.