Em Tradução:Billy Budd/VII
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Capítulo 7
[editar]In view of the part that the Commander of the Indomitable plays in scenes shortly to follow, it may be well to fill out that sketch of his outlined in the previous chapter.
Aside from his qualities as a sea-officer, Captain Vere was an exceptional character. Unlike no few of England's renowned sailors, long and arduous service with signal devotion to it, had not resulted in absorbing and salting the entire man. He had a marked leaning toward everything intellectual. He loved books, never going to sea without a newly replenished library, compact but of the best. The isolated leisure, in some cases so wearisome, falling at intervals to commanders even during a war-cruise, never was tedious to Captain Vere. With nothing of that literary taste which less heeds the thing conveyed than the vehicle, his bias was toward those books to which every serious mind of superior order occupying any active post of authority in the world naturally inclines; books treating of actual men and events no matter of what era- history, biography and unconventional writers, who, free from cant and convention, like Montaigne, honestly and in the spirit of common sense philosophize upon realities.
In this line of reading he found confirmation of his own more reasoned thoughts- confirmation which he had vainly sought in social converse, so that as touching most fundamental topics, there had got to be established in him some positive convictions, which he forefelt would abide in him essentially unmodified so long as his intelligent part remained unimpaired. In view of the troubled period in which his lot was cast this was well for him. His settled convictions were as a dyke against those invading waters of novel opinion, social, political and otherwise, which carried away as in a torrent no few minds in those days, minds by nature not inferior to his own. While other members of that aristocracy to which by birth he belonged were incensed at the innovators mainly because their theories were inimical to the privileged classes, not alone Captain Vere disinterestedly opposed them because they seemed to him incapable of embodiment in lasting institutions, but at war with the peace of the world and the true welfare of mankind.
With minds less stored than his and less earnest, some officers of his rank, with whom at times he would necessarily consort, found him lacking in the companionable quality, a dry and bookish gentleman, as they deemed. Upon any chance withdrawal from their company one would be apt to say to another, something like this: "Vere is a noble fellow, Starry Vere. Spite the gazettes, Sir Horatio" (meaning him with the Lord title) "is at bottom scarce a better seaman or fighter. But between you and me now, don't you think there is a queer streak of the pedantic running thro' him? Yes, like the King's yarn in a coil of navy-rope?"
Some apparent ground there was for this sort of confidential criticism; since not only did the Captain's discourse never fall into the jocosely familiar, but in illustrating of any point touching the stirring personages and events of the time he would be as apt to cite some historic character or incident of antiquity as that he would cite from the moderns. He seemed unmindful of the circumstance that to his bluff company such remote allusions, however pertinent they might really be, were altogether alien to men whose reading was mainly confined to the journals. But considerateness in such matters is not easy to natures constituted like Captain Vere's. Their honesty prescribes to them directness, sometimes far-reaching like that of a migratory fowl that in its flight never heeds when it crosses a frontier.
Em vista do papel que o Comandante do Indomitable desempenhará nas cenas que logo se seguirão, convém completar o esboço de sua figura delineado no capítulo anterior.
À parte suas qualidades como oficial de marinha, o Capitão Vere era um homem de caráter excepcional. Diferentemente de não poucos dos renomados marinheiros da Inglaterra, longos e árduos anos de serviço, com dedicação exemplar, não haviam resultado em absorver e salgar o homem inteiro, por assim dizer. Ele possuía uma inclinação acentuada por tudo o que fosse intelectual. Amava os livros, jamais embarcando sem uma biblioteca recentemente renovada — compacta, mas da melhor qualidade. O ócio isolado, em alguns casos tão enfadonho, que por vezes recai sobre os comandantes mesmo durante uma campanha naval, nunca lhe era tedioso. Sem nada daquele gosto literário que se prende mais ao veículo do que ao conteúdo, sua preferência recaía sobre aqueles livros aos quais toda mente séria e superior, ocupando qualquer posto ativo de autoridade no mundo, tende naturalmente: livros que tratam de homens e acontecimentos reais, não importando de que época — história, biografia e escritores independentes que, livres de hipocrisia e convenção, como Montaigne, filosofam com honestidade e senso comum sobre a realidade.
Nesse tipo de leitura, ele encontrava confirmação de suas próprias reflexões mais racionais — confirmação que em vão buscara na conversação social —, de modo que, quanto aos temas mais fundamentais, formaram-se nele convicções positivas, das quais antevia que permaneceriam essencialmente inalteradas enquanto sua parte inteligente não fosse afetada. Considerando o período conturbado em que seu destino se encontrava, isso lhe era uma vantagem. Suas convicções firmes eram como um dique contra aquelas águas invasoras das novas opiniões — sociais, políticas e outras — que arrastavam como um dilúvio não poucas mentes daqueles dias, mentes por natureza não inferiores à sua. Enquanto outros membros da aristocracia à qual pertencia por nascimento se indignavam com os inovadores principalmente porque suas teorias eram hostis às classes privilegiadas, o Capitão Vere os combatia desinteressadamente, não apenas por vê-los incapazes de encarnar suas ideias em instituições duradouras, mas por estarem em guerra com a paz do mundo e o verdadeiro bem da humanidade.
Para espíritos menos cultivados e menos sérios que o seu, alguns oficiais de mesma patente, com quem ocasionalmente era forçado a conviver, achavam-no destituído de espírito de camaradagem — um sujeito seco e livresco, como diziam. Quando por acaso ele se retirava da companhia, um deles costumava dizer a outro algo assim: “Vere é um sujeito nobre, o nosso Vere Estrelado. Apesar do que dizem as gazetas, Sir Horatio” (referindo-se àquele com título de lorde) “no fundo mal pode ser considerado melhor marinheiro ou combatente. Mas entre nós, diga: você não acha que há nele um quê de pedantismo correndo, como o fio real numa corda da Marinha?”
Havia, de fato, alguma aparência de fundamento nesse tipo de crítica confidencial; pois não apenas o discurso do Capitão jamais se tornava jocoso ou familiar, mas, ao ilustrar algum ponto relativo às figuras e eventos notáveis da época, ele estava tão propenso a citar um personagem ou episódio histórico da Antiguidade quanto a evocar um exemplo moderno. Parecia não se dar conta de que, para seus rudes companheiros, tais alusões remotas — por mais pertinentes que fossem — eram completamente estranhas a homens cuja leitura se limitava, em grande parte, aos jornais. Mas a consideração por tais circunstâncias não é fácil a naturezas como a do Capitão Vere. A honestidade delas prescreve uma franqueza direta — às vezes tão ampla quanto a de uma ave migratória que, em seu voo, não percebe quando cruza uma fronteira.