Entre ofender e brincar

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Entre ofender e brincar
por João Simões Lopes Neto
Publicada originalmente em sua coluna, Balas de estalo, em 21 de agosto de 1888, utilizando o pseudônimo J. Ripianíssimo.


Entre ofender e brincar
Medeia um Saara enorme...
— Que algum dicionário informe —
Entre ofender e brincar:
Não há talvez nem conforme:
É apenas raciocinar:
Entre ofender e brincar
Medeia um Saara enorme!

Um grão de sal e veneno
São cousas dissemelhantes;
São impossíveis amantes,
Um grão de sal e veneno.
E estas balas mofam, antes
Do que uni-los um aceno.
Um grão de sal e veneno
São cousas dissemelhantes!...

A ofensa que leva máscara,[1]
Além do mais, é baixeza,
A ofensa que leva máscara!
Mas que RI — é quem se preza,
É preciso, mostra a cara:
A ofensa que leva máscara
Além do mais é baixeza!

Notas[editar]

  1. Esta estrofe possui sete versos ao invés de oito por falha de imprensa na ocasião em que foi publicada.