Esparsa ao desconcerto do mundo

Wikisource, a biblioteca livre
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Esparsa ao desconcerto do mundo
por Luís Vaz de Camões


Os bons vi sempre passar
No mundo graves tormentos;
E para mais me espantar,
Os maus vi sempre nadar
Em mar de contentamentos.
Cuidando alcançar assim
O bem tão mal ordenado,
Fui mau, mas fui castigado:
Assim que só para mim
Anda o mundo concertado.