História da Mitologia/XIII

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História da Mitologia
por Thomas Bulfinch
XIII - Niso e Cila - Eco e Narciso - Clítia - Hero e Leandro


Capítulo XIII[editar]

Gravura do século XVII de Cila, filha de Niso,
apaixonando-se pelo seu inimigo Minos.

Niso e Cila[editar]

Minos, rei de Creta, estava em guerra contra a cidade de Mégara. Niso era o rei de Mégara, e Cila era sua filha. O cerco já tinha durado seis meses e a cidade ainda resistia, pois o destino havia decretado que a cidade não seria tomada enquanto um certo cacho de cor púrpura, que brilhava entre os cabelos do rei Niso, permanecesse em sua cabeça. Entre as muralhas da cidade havia uma torre, que se erguia defronte à planície onde Minos e seu exército estavam acampados. Cila tinha o hábito de ir até essa torre, e ficar olhando as tendas do exército inimigo.

O cerco havia durado tanto tempo, que ela conseguia distinguir as pessoas de seus líderes. Minos, em particular, despertava a sua admiração. Equipado com seu elmo, e portando seu escudo, ela admirava o seu porte gracioso, e quando ele fazia arremesso de dardo, a habilidade parecia combinar-se com a força nesse momento, e quando ele atirava com seu arco, nem o próprio Apolo conseguiria fazer isso com tanta elegância. Mas quando ele tirava o seu elmo, e com suas vestimentas púrpuras montava o seu cavalo branco ricamente equipado, e freava com a boca espumante, a filha de Niso perdia todo o controle de si mesma, e ficava quase frenética de admiração.

Ela invejava a arma que ele empunhava, e as rédeas que ele segurava nas mãos. Ela sentia como se pudesse atravessar com ele as fileiras inimigas, caso fosse possível, sentia um impulso de se atirar da torre no meio do seu acampamento, ou de abrir os portões para ele, ou de fazer qualquer outra coisa, desde que isso pudesse satisfazer Minos. Enquanto estava sentada no alto da torre, ela falava estas coisas consigo mesma: "Não sei se me regozijo ou se entristeço com esta guerra infeliz. Lamento que Minos seja nosso inimigo, mas eu me alegro com as circunstâncias que o trazem diante de meus olhos.

Talvez ele deseje nos conceder a paz, e me receba como sua refém. Se pudesse, gostaria de ir voando até lá, e pousar em seu acampamento, para dizer a ele que nos entregamos à sua misericórdia. Mas nesse caso, eu estaria traindo a meu pai! Não, preferiria jamais ver Minos novamente. E muitas vezes, a melhor coisa para uma cidade é ser conquistada, principalmente quando o conquistador é clemente e generoso. Minos certamente tem direitos que lhe pertencem. E acho que seremos conquistados, e isso será o fim de tudo, porquê o amor não deveria abrir os portões para ele, ao invé de permitir que a guerra faça isso? Melhor poupar o retardo e o morticínio se pudermos.

Oh, e se alguém ferisse ou matasse Minos! Ninguém com certeza teria coragem de fazer isso, todavia, por ignorância, sem conhecê-lo, alguém poderia. Me entregarei a ele, e oferecendo meu país como dote, colocarei assim um fim à guerra. Mas como? Os portões são vigiados, e só meu pai tem as chaves, apenas ele se coloca em meu caminho. Oh, provera aos Deuses que ele estivesse morto! Mas, porquê pedir aos deuses para fazer isso? Outra mulher, se amasse como eu, removeria com as próprias mãos qualquer coisa que obstruísse o caminho do seu amor. E que outra mulher poderia ousar mais do que eu? Para conquistar o meu objetivo faria uso do fogo e da espada, mas neste caso não há necessidade de fogo e espada.

Preciso apenas do cacho de cabelo púrpura de meu pai. Sendo mais precioso que o ouro para mim, isso me daria tudo o que eu desejo." Enquanto assim raciocinava, a noite chegou, e logo todo o palácio estava sepultado no silêncio. Ela entrou na câmera de seu pai, e cortou a o cacho de cabelos fatal, depois, atravessou a cidade, e entrou no campo do inimigo. Ela exigiu que fosse levada até o rei, e deste modo dirigiu-se a ele: "Sou Cila, filha de Niso. Entrego-te meu país e o palácio de meu pai. Não peço nenhuma recompensa, exceto tu mesmo, pois fiz isso pelo teu amor.

Eis aqui o cacho de cabelos púrpura! Com isto entrego meu pai e o seu reino." E estendeu a mão contendo o espólio fatal. Porém, Minos recuou e se recusou a tocá-lo. "Que os deuses te destruam, mulher infame," exclamou ele, "desgraça de nossos dias! Que nem a Terra, nem o mar te concedam um lugar de descanso! Certamente, a minha Creta, que o próprio Jove teve por berço, não será contaminada com tamanho monstro!" E assim dizendo, deu ordens para que direitos equivalentes fossem concedidos à cidade conquistada, e que sua frota imediatamente zarpasse daquela ilha.

Cila ficou inconsolável. "Homem ingrato," exclamou ela, "é desse modo que me rejeitais? -- a mim, que te ofereci a vitória, -- e que por ti sacrificou o pai e o país! Sou culpada, confesso, e mereço morrer, mas não por tuas mãos." E quando os navios deixavam o litoral, ela pulou na água, e agarrando-se ao leme do navio que levava Minos, foi arrastada na condição de desagradável companheira de viagem. Uma águia marinha voando bem alto, -- era o pai dela que havia assumido esse disfarce, -- ao vê-la, lançou-se sobre ela, e a golpeou com seus bicos e garras.

Apavorada, ela se soltou do navio, e teria afundado nas águas, porém, alguma divindade piedosa a transformou num pássaro. A águia do mar jamais perdeu a velha animosidade, e sempre que a vislumbra voando na imensidão é possível ver ainda que ele se lança sobre ela, com bicos e garras, para se vingar do crime do passado.

Eco e Narciso[editar]

Eco e Narciso
ilustração de John William Waterhouse (1849–1917).

Eco era uma bela ninfa, que gostava das florestas e das montanhas, onde ela se dedicava à prática de esportes florestais. Ela era a favorita de Diana, que a protegia durante a caça. Mas Eco tinha um defeito, ela gostava de conversar, e sempre que conversava ou discutia, gostava de ter a última palavra.

Um dia Juno estava procurando seu marido, que, como ela tinha razões para temer, encontrava-se divertindo-se com as ninfas. Eco, com sua conversa, acreditava poder reter a deusa até que as ninfas tivessem ido embora. Quando Juno descobriu isto, com estas palavras expressou a seguinte condenação: "Você perderá a função da língua com a qual me criticaste, com exceção de um único propósito que tanto apreciais - o de responder. Você ainda terá a última palavra, mas nenhum poder de falar por primeiro." Esta ninfa viu Narciso, que era um belo jovem, quando ele perseguia uma caça pelas montanhas.

Ela o amava, e seguia as suas pegadas. Oh, como ela desejava dirigir-se a ele com seus modos gentis, e convencê-lo a conversar com ela! mas ela não tinha esse poder. Ela esperou impacientemente que ele falasse por primeiro, e sua resposta estaria pronta. Um dia, o jovem, tendo se separado de seus companheiros, gritou em voz alta, "Quem está aí?" Echo respondeu: "Aí." Narciso olhou ao redor, mas não vendo ninguém, gritou: "Aproximate-te." Eco respondeu: "Aproxima-te." Como ninguém se aproximava, Narciso chamou novamente: "Porque você me evita?" Eco fez a mesma pergunta.

"Vamos ficar juntos," disse o jovem. A donzela respondeu do fundo do coração com as mesmas palavras, e correu até o lugar, pronta para jogar seus braços em torno do pescoço dele. Ele recuou um pouco, e exclamou: "Afasta teu braços, prefiro morrer do que entregar-me!" "Entregar-me," disse ela, mas de nada adiantou. Ele a deixou, e ela foi ocultar a vergonha nos recessos da floresta. E desse dia em diante ela viveu em cavernas e por entre os penhascos das montanhas. A sua forma foi dolorosamente se perdendo, até que finalmente todo o seu corpo se encolheu. Seus ossos se transformaram em rochedos e nada restou dela com exceção da voz.

E desse modo ela está sempre pronta para responder a qualquer um que chame por ela, e ainda mantém o velho hábito de repetir a última palavra. A crueldade de Narciso neste caso era a única circunstância. Ele se afastava de todas as demais ninfas, assim como tinha feito com a coitada da Eco. Um dia, uma jovem que em vão havia se esforçado para atraí-lo, externou uma oração para que ele pudesse em algum momento ou outro sentir o que era amar sem encontrar o retorno do afeto. A deusa da vingança ouviu a oração e atendeu o pedido. Havia uma fonte transparente, com águas prateadas, para onde os pastores da região levavam seus rebanhos, e nem as cabras das montanhas gostavam de ficar, e também nenhum dos animais da floresta, nem era desprovido de beleza por causa das folhas e galhos caídos no chão, mas a relva crescia sempre ao redor dela, e os rochedos a protegiam do sol.

Um jovem um dia veio a esse lugar, pois estava cansado da caça, e estava com calor e sede. Ele se abaixou para beber, e viu a própria imagem refletida na água, e ele achou que fosse algum lindo espírito da água que vivia na fonte. Ele ficou admirando durante longo tempo aqueles olhos brilhantes, aqueles cachos encaracolados como os cachos de cabelos de Baco ou de Apolo, face arredondada, pescoço de marfim, lábios entreabertos e o vigor da saúde e do exercício físico acima de tudo. E então, se apaixonou por si mesmo. Ele aproximou o lábio para dar um beijo, e mergulhou os braços para abraçar o objeto amado.

A imagem desapareceu ao ser tocada, mas retornou novamente depois de alguns instantes e a paixão se renovou. Ele não conseguia se afastar, não pensava mais em comer ou descansar, enquanto ficava ao redor da fonte olhando a própria imagem. Ele conversava com o suposto espírito: "Porque, criatura bela, te afastas de mim? Certamente o meu rosto não é o de alguém que mereça ser rejeitado. As ninfas me amam, e você não me parece indiferente aos meus olhos. Quando eu estendo os meus braços, você parece fazer o mesmo, e você sorri para mim e responde igualmente os meus acenos." Suas lágrimas caíram na água e perturbaram a imagem.

Quando ele viu que a imagem sumia, ele exclamou: "Fica, te imploro! Deixa-me pelo menos que olhe para ti, já que não posso tocá-la." Com isto, e com outros gestos semelhantes, ele alimentava a chama que o consumia, até que pouco a pouco foi perdendo a cor, o vigor, e a beleza que antes tanto havia encantado a ninfa Eco. Ela se manteve ao lado dele, todavia, e quando ele exclamou: "Pobre de mim, pobre de mim!" ela respondeu com as mesmas palavras. Ele foi definhando e morreu, e quando a sombra dele travessou o rio Estige, ele se inclinou sobre o barco para ver sua imagem refletida nas águas.

As ninfas lamentaram por ele, especialmente as ninfas das águas, e quando elas batiam no peito, Eco batia também no seu. Elas prepararam uma pira funerária e teriam queimado o corpo, mas nada foi encontrado, e em seu lugar, uma flor, púrpura por dentro, e rodeada por folhas brancas, que leva o nome e preserva a memóra de Narciso. Milton se refere à história de Eco e Narciso na canção da Senhora em "Comus". Ela está procurando os seus irmãos na floresta, e canta para chamar a atenção deles:

"Minha doce Eco, minha ninfa mais adorada, viveste ignorada

Dentro de tua bolha de ar

Nas margens tranquilas do Meandro,

E no vale bordado por violetas,

Onde o rouxinol perdido de amor

Canta para ti, na madrugada, sua triste cantiga;

Não poderias tu me falar de um casal gentil

Que sejam dóceis como teu Narciso?

Ó, se os tiveres escondido em alguma caverna florida,

Diga-me simplesmente onde,

Doce rainha da razão, filha da esfera,

Assim deverias serdes levada para os céus,

Oferecendo a graça retumbante para todas as harmonias do infinito."

Milton plagiou a história de Narciso no relato onde ele conta que Eva vê pela primeira vez a sua imagem refletida na fonte:

"Naquele dia, muitas vezes me lembro quando do sono

Acordei pela primeira vez, e me encontrei repousando

Sob as sombras de algumas flores, ansiando por saber

O que eu era, de onde cheguei até aqui, e como.

Não muito distante de um som murmurante

De águas que vinham de uma caverna, e se espalhava

Para a superfície líquida, de repente tudo parou

Na pureza como na expansão do céu; e fui até lá

Com a inexperiência do pensamento, e me deitei

Sobre a margem verdejante, para olhar dentro do lago

Claro e tranquilo e que para mim parecia um outro céu.

Quando me inclinei para olhar, exatamente do lado oposto

Uma sombra apareceu dentro do brilho aquoso,

E se curvou para me ver.

Recuei assustado;

Ela também recuou; mas satisfeito logo retornei,

E feliz ela também retornou com olhares inquisitivos

De amor e simpatia.

E lá meus olhares teriam ficado até agora

Debilitados pelo vão desejo,

Caso uma voz não tivesse me avisado: “O que estais olhando,

O que estais olhando, bela criatura, é a ti mesmo;”" etc.

--Paraíso Perdido, Livro IV.

Nenhuma das fábulas da antiguidade tem sido mencionada com mais frequência pelo poetas do que essa de Narciso.

Eis aqui dois epigramas que a tratam de diferentes maneiras.

O primeiro foi escrito por Goldsmith:

"Sobre um lindo jovem, que ficou cego em virtude de um raio

"Com certeza sob os desígnios da Providência,

Movido pela piedade e não pelo rancor,

Para que ele pudesse se sentir cego como Cupido,

Para salvá-lo do destino de Narciso."

O outro foi criado por Cowper:

Sobre um amigo destituído de beleza

"Cuidado, meu amigo, com o riacho ou a fonte cristalina

Para que o teu nariz, esse gancho escondido,

Não tenha a chance de ver;

A sorte de Narciso, que então, seria tua,

E definharias com o próprio ódio,

Como de si próprio se enamorou."

Clítia[editar]


Clítia era uma ninfa das águas e que se apaixonou por Apolo, e não era correspondida.

Então ela começou a definhar, e ficava o dia todo sentada no chão gelado, com suas tranças soltas que caíam sobre os seus ombros.

Nove dias ela ficou sentada, e não comia nem bebia nada, suas próprias lágrimas e o orvalho congelado eram seus únicos alimentos. Ela olhava para o sol quando ele nascia, e desde que ele começava o seu curso diário até a hora quando ele se punha, ela não viu nenhum outro objeto, o seu rosto voltava-se constantemente para ele. Finalmente, dizem, seus pés criaram raízes no chão, seu rosto se tornou uma flor, que gira em torno do próprio caule, de modo que está sempre de frente para o sol durante o seu curso completo, e desse modo ele retém toda a força do sentimento da ninfa de quem ela foi gerada.

Thomas Hood, em seu poema "Flores," assim se refere a Clítia:

"Jamais pensarei na tola Clítia,

Cuja cabeça está voltada para o sol;

A tulipa é um cortesã descarada,

De quem devo me afastar;

A primavera é uma donzela do campo,

A violeta é uma monja;--

Mas eu irei cortejar a delicada rosa,

A rainha de todas."

O girassol é o símbolo favorito da constância.

É desta maneira que Moore se refere a ela:

"O coração que ama de verdade jamais esquece,

Mas como todos os amores verdadeiros terminam;

Assim também o girassol gira em torno do seu deus até ele se por

Da mesma maneira que se volta para ele, quando ele nasce."

Hero e Leandro[editar]

Hero e Leandro
ilustração de William Ety (1787–1849).

Leandro era um jovem de Abidos, uma cidade do lado asiático do estreito que separa a Ásia da Europa.

No lado oposto do litoral, na cidade de Sestos, vivia a jovem Hero, uma sacerdotisa de Vênus.

Leandro a amava, e tinha por hábito nadar no estreito durante a noite para desfrutar da companhia da sua amada, conduzido por uma tocha que ela havia criado na torre com esse propósito. Mas uma noite houve uma tempestade e o mar estava bravio, ele perdeu as forças e morreu afogado. As ondas levaram o seu corpo para o litoral europeu, onde Hero ficou sabendo de sua morte, e tomada de desespero, ela se atirou da torre para o mar e veio a morrer.

O soneto seguinte foi criado por Keats:

"Sobre a imagem de Leandro”

"Venham para cá todas as jovens e donzelas de hábitos moderados,

Com olhares inclinados, e com a luz da punição

Oculta nas dobras de suas pálpebras alvas,

E que suas lindas mãos se juntem com humildade

Com tanta suavidade a ponto de não testemunhares,

A vítima de sua brilhante beleza, intocada,

Naufragando até a noite do jovem espírito,

Naufragando confuso no meio do mar assustador.

“É o jovem Leandro lutando até a morte

E quase desfalecendo, franzindo os lábios cansados

Para o rosto de Hero, e sorri para o sorriso dela

Ó sonho terrível! vê como o corpo dele mergulha

Sob o peso da morte; braços e ombros reluzem ainda;

Ele se foi; criando bolhas com o seu hálito do amor!"

A história de Leandro atravessando a nado o Helesponto foi vista uma coisa fantasiosa, e o feito considerado impossível, até que Lord Byron[1] comprovou esta possibilidade realizando ele mesmo esta tarefa. Em "A Noiva de Abidos" ele afirma,

"Estes membros carregados pelas ondas flutuantes."

A distância na parte mais estreita é de quase uma milha, e existe uma corrente constante que parte do mar de Mármara em direção ao arquipélago. Desde os tempos de Byron, a travessia foi realizada por outros, mas isso ainda permanece como um teste de força e de habilidade na arte de nadar o suficiente para oferecer celebridade duradoura e incondicional a qualquer um de nossos leitores que se aventurem a arriscar a sorte na tentativa de realizá-la.

No início do segundo canto do mesmo poema, Byron assim se refere a este episódio:

"Os ventos são altos sobre as ondas do Helle,

Como naquela noite das águas tormentosas,

Quando o amor mensageiro, esqueceu de salvar

O jovem, o belo e o bravo,

A esperança solitária da filha de Sestos.

Ó, quando sozinha perto do céu

A tocha da torre ardia com furor,

Embora os ventos crescentes e a espuma quebrando na areia,

Além do grito das aves que o alertavam para voltar para casa;

E as nuvens lá do alto e as marés lá embaixo,

Com sons e sinais o proibiam de continuar,

Ele não conseguia ver, nem era capaz de ouvir

Os sons e os sinais que prenunciavam o temor.

Seus olhos apenas viram aquela luz de amor,

A única estrela a saudá-lo lá do alto;

Seus ouvidos apenas ecoavam a canção de Hero,

“Vós, as ondas, não podereis separar os que se amam por muito tempo.”

Essa história é velha, mas o amor se renova

Que o vigor dos corações jovens possam provar que isso é verdadeiro."

Veja também[editar]

Notas e Referências do Tradutor[editar]

  1. Em 1810 Lord Byron nadou da cidade grega de Sestos até Abidos num percurso de quatro horas, recriando o feito de Leandro, e escreveu um poema tempos depois. Este evento é comemorado todos os anos com uma festa de natação que recria essa travessia.