História da Mitologia/XIV

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História da Mitologia
por Thomas Bulfinch
XIV - Minerva e Aracne - Níobe


Capítulo XIV[editar]

Minerva e as musas
ilustração de Hans Rottenhammer (1564-1625).

Minerva[editar]

Minerva, a deusa da sabedoria, era filha de Júpiter. Dizem que ela saltou do cérebro do seu pai, já adulta, e com armadura completa. Ela era a deusa das artes úteis e ornamentais, tanto dos homens — como a agricultura e a navegação — como das mulheres — a fiação, a tecelagem e os trabalhos com agulhas. Ela era também a deusa da guerra, mas era apenas a guerra defensiva que ela patrocinava, e ela não tinha simpatia pelo amor selvagem de Marte à violência e ao derramamento de sangue. Atenas era o lugar que ela escolheu, sua cidade sagrada, concedida a ela como prêmio durante um concurso que disputou com Netuno, que também tinha aspirações por essa cidade.

Diz a história que no reino de Cécrope, primeiro rei de Atenas, as duas divindades disputaram a posse pela cidade. Os deuses decretaram que ela seria concedida para aquele que criasse o presente mais útil para os mortais. Netuno criou o cavalo, Minerva criou a oliveira. Os deuses chegaram à conclusão que a oliveira era o mais útil dos dois, e concederam a cidade à deusa, que recebeu esse nome em homenagem a ela, pois seu nome em grego é Athene. Houve também um outro concurso, em que uma mortal ousou competir com Minerva.

Essa mortal se chamava Aracne, uma jovem que adquirira tamanha habilidade nas artes de tecer e bordar que as próprias ninfas deixavam seus bosques e fontes para ficarem assistindo enquanto ela confeccionava o seu trabalho. E ele não era apenas perfeito depois de pronto, mas era lindo vê-lo sendo feito. Para acompanhá-la, enquanto ela pegava a lã em seu estado natural e a transformava em novelos, ou separava com os dedos e os cardava até que ficassem leves e macios como uma nuvem, ou enquanto girava a fiandeira com um toque de habilidade, ou tecendo a teia, ou, depois que a lã tinha sido tecida, enfeitava-a com seus bordados, alguém teria dito que Minerva havia ensinado tudo isso a ela.

Dânae na torre de bronze, onde o deus fez a sua entrada
na forma de uma chuva de ouro.

Mas ela negava tudo isso, e não suportava imaginar-se aprendiz, nem que fosse de uma deusa. "Deixe que Minerva compare a sua habilidade com a minha," disse ela, caso seja derrotada, pagarei com a punição." Minerva ouviu isto e ficou furiosa. Ela assumiu a forma de uma velhinha e foi até Aracne para lhe dar alguns conselhos de amiga: "Eu sou muito experiente," disse ela, "e espero não decepcioná-la com os meus conselhos. Desafie seus companheiros, os mortais, se quiser, mas, não queira competir com uma deusa. Caso contrário, sugiro que peças desculpas pelo que haveis dito, e como a deusa é misericordiosa, talvez ela a perdoe." Aracne parou de fiar e olhou para a velhinha com raiva em seu semblante.

"Guarde os seus conselhos," disse ela, "para as suas filhas ou criadas, de minha parte, eu sei o que estou dizendo, e reitero tudo que disse. Não tenho medo da deusa, deixe-a demonstrar a sua habilidade, se ela quiser arriscar." "Ela está aqui," disse Minerva, e desfazendo-se do disfarce, mostrou quem ela era. As ninfas fizeram reverência à deusa, e todos os circunstantes inclinaram-se reverentes. Apenas Aracne não se mostrou surpresa. Ficou corada, na verdade, uma cor súbita tingiu o seu rosto, e de repente ela ficou pálida. Mas ela levantou-se com determinação, e a tola vaidade por causa de suas próprias habilidades mudou o seu destino.

Minerva perdeu a paciência, nem desejou interpor qualquer outro conselho. Elas haviam desencadeado a competição. Cada uma assume sua posição e ajustam a teia no cilindro. Então o delicado dispositivo atravessa por dentro e por fora dos fios. O pente com finos dentes penetra a trama do tecido e comprime a teia. As duas trabalham com velocidade, suas mãos habilidosas movem-se rapidamente, e o calor da competição suaviza o peso do trabalho. A lã do tecido tírio se destaca sobre o de outras cores, ofuscado por outro de modo tão hábil que as junções enganam os olhos.

Da mesma forma que o arco, cujas longas flechas mancham os céus, formado por raios de sol refletidos sob a chuva[1] na qual, onde as cores se encontram elas parecem únicas, mas a uma pequena distância do ponto de contato são inteiramente diferentes. Minerva criou em sua teia a cena de sua competição com Netuno. Doze das potestades celestiais estavam representadas, Júpiter, com uma seriedade augusta, estava sentado no meio. Netuno, o governador do mar, segurando o seu tridente, parecia ter acabado de golpear a Terra, da qual saltou um cavalo.

Minerva representou a si mesma com um elmo na cabeça, e a Égide cobrindo-lhe o peito. Tal era o círculo central, e nos quatro cantos eram representados incidentes que ilustravam o descontentamento dos deuses diante de mortais tão presunçosos que até ousavam competir com eles. Eles eram mostrados como avisos para que a rival dela desistisse da competição antes que fosse tarde demais. Aracne preencheu a sua teia com temas escolhidos propositalmente para mostrar as falhas e os equívocos dos deuses. Uma cena representava Leda fazendo carinho no cisne, sob cuja forma Júpiter havia se disfarçado, e outra, Dânae, na torre de bronze onde seu pai a havia aprisionado, mas onde o deus fez a sua entrada na forma de uma chuva de ouro.

Aracne, jovem lídia de extraordinária habilidade na arte de tecer e fiar.
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Em outra tela, Europa era pintada sendo enganada por Júpiter que estava disfarçado de touro. Encorajada pela mansidão do animal, Europa se arrisca a montar em seu dorso, diante disso, Júpiter avança para o mar e nada com ela até Creta. Qualquer um teria pensado que se tratava de um touro de verdade, criado com tanta perfeição, e tão natural era a água por onde nadava. Ela parecia contemplar com olhos ansiosos a praia que se afastava, e gritava por socorro aos seus companheiros. Parecia ter sido tomada pelo terror diante das ondas agitadas, ao afastar os pés da água.

Aracne encheu sua tela com temas semelhantes, criados com toda perfeição, porém com as fortes marcas da sua presunção e impiedade. Minerva não podia deixar de admirar, embora sentisse indignação diante do insulto. Golpeou a teia com sua lançadeira e a fez em pedaços, depois, tocou a fronte de Aracne e fez com que ela sentisse sua culpa e vergonha. Aracne não suportou tanta dor e se enforcou. Minerva teve dó dela ao vê-la suspensa por uma corda. "Viva," disse ela, "mulher culpada! e para que possas preservar a memória desta lição, continuarás a viver dependurada, tu e teus descendentes, para todo o tempo futuro." Minerva borrifou Aracne com sucos de acônito, e imediatamente seus cabelos se desprenderam, bem como o nariz e as orelhas.

O seu corpo se encolheu, e sua cabeça ficou menor ainda, seus dedos colaram-se lateralmente e lhe serviram de pernas. Todo o resto do seu corpo, com o qual ela tece a sua teia, frequentemente fica pendurado e suspenso pela cabeça, na mesma posição de quando Minerva a tocou e a transformou numa aranha. Spenser conta a história de Aracne em seu "Muiopotmos"[2], seguindo muito de perto o seu mestre Ovídio, porém, foi melhor que ele na conclusão da história. As duas estrofes a seguir dizem o que aconteceu depois que a deusa representou a criação da oliveira:

"Entre suas folhas ela criou a borboleta,
Com excelente dispositivo e maravilhoso desdem
Tremulando incessantemente entre as olivas
Que pareciam vivas, como pareciam à visão
Um sono de veludo contido em suas asas
Seus chifres largos e estendidos, suas coxas peludas,
Suas cores gloriosas, e seus olhos cintilantes,"
"Os quais foram visto por Aracne,
Tão sobrepostos e criados com artifícios tão raros
Ela durante muito tempo ficou atônita, sem a menor contradição
E assustada com seus olhos parados
E com o seu silêncio, em sinal de desalento
A vitória lhe foi concedida como prêmio
Ainda que intimamente descontente e ferozmente indignada
Todo o seu sangue se transformou em rancor venenoso."[3]

E desse modo, a metamorfose é causada pela própria mortificação e vergonha de Aracne, e não por qualquer ato direto da deusa.

Leda e o Cisne
ilustração de Antonio da Correggio (1490-1534).

As estrofes seguintes sobre um antiquado galanteio foram escritas por Garrick (1717-1779):

"Sobre os bordados de uma senhora"

Certa vez, Aracne, como diz o poeta,
Desafiou a deusa com a sua arte,
E em pouco tempo sucumbiu a ousada mortal
Vítima infeliz do próprio orgulho.
Oh, cuidado com o destino de Aracne,
Seja prudente, Cloé[4], e aceita,
Pois, com certeza enfrentarás o destino da deusa
Rivalizando-a com sua arte e engenho."

Tennyson (1809-1892), em seu "Palácio de Arte"[5] ao descrever as obras de arte que adornavam o palácio, refere-se deste modo à Europa:

"... o leve manto de Europa voando solto
De seus ombros, suporte da coluna
Em uma mão o açafrão definha,
Na outra, ostenta o suave chifre dourado do touro.

Em sua "Princesa" ele faz uma referência a Dânae:

E agora Dânae jaz na terra voltada para as estrelas
E todo o seu coração se abre para mim.

Níobe[editar]

A Morte dos filhos de Níobe
ilustração de Abraham Bloemaert (1564-1651).

O destino de Aracne foi ruidosamente disseminado por todo o país, e serviu de alerta para que todos os mortais presunçosos não ousem serem comparados com as divindades. Mas outra pessoa, mesmo sendo uma matrona, se esqueceu de aprender essa lição de humildade. Essa era Níobe, a rainha de Tebas. Ela, de fato, tinha muito do que se orgulhar, mas não por causa da fama de seu marido, nem por causa da própria beleza, nem pela sua nobre descendência, nem por causa do poderio do reino de quem sentia tanto orgulho. Seu maior orgulho eram seus filhos, e na verdade, Níobe teria sido a mais feliz das mães, se ela jamais tivesse declarado isso.

Isso aconteceu por ocasião da celebração anual em homenagem a Latona e seus filhos, Apolo e Diana, — quando o povo de Tebas havia se reunido, com suas frontes coroadas de louro, acendendo incensos nos altares, e pagando seus juramentos, — foi que Níobe apareceu diante da multidão. Seus trajes eram esplêndidos, adornados com ouro e gemas, e o seu aspecto era tão lindo quanto o rosto de uma mulher rancorosa pode ser. Ela se levantou e olhava as pessoas com seu olhar arrogante. "Que tolice toda esta festa," disse ela, "preferir pessoas que vocês jamais viram do que aquelas que estão diante de vossos olhos! Porquê Latona deveria ser homenageada com adoração, quando nenhuma homenagem me é prestada? Meu pai se chamava Tântalo, e foi recebido como hóspede na mesa dos deuses, e minha mãe era uma deusa."

"Meu marido construiu e governa esta cidade, Tebas, e a Frígia são a minha herança paterna. Onde quer que volte meus olhos, encontro os elementos do meu poder, e nem são a minha forma e presença indignos de uma deusa. Além de tudo isso, devo acrescentar que tenho sete filhos e sete filhas, e procuro genros e noras dignos de minha aliança. Não teria eu motivo para me orgulhar? Preferiríeis ao invés de mim, esta Latona, filha de Titã, com seus dois filhos? Eu tenho sete vezes mais. Afortunada sou de fato, e afortunada sempre serei! Será que alguém teria coragem de me negar isto? A minha riqueza é a minha segurança.

"Sinto-me forte demais para que seja subjugada pela Fortuna. Ela pode tirar muito de mim, e ainda muito irá sobrar. Caso viesse a perder alguns de meus filhos, ainda assim dificilmente seria tão pobre como Latona que tem apenas dois. Fujam desta solenidade, — retirem os louros de suas frontes, — acabem com esta adoração!" O povo obedeceu, e deixaram os serviços sagrados sem serem realizados. A deusa ficou indignada. Do alto do Monte Cíntio[6] onde morava, Latona assim se dirigiu ao seu filho e à sua filha: "Meus filhos, eu, que sempre tive tanto orgulho de vocês dois, e que sempre fui considerada a segunda, depois de ninguém mais do que a deusa Juno, agora começo a duvidar se sou de fato uma deusa."

"Também serei privada da adoração que me dedicam a menos que vocês me protejam." Ía continuar o discurso, mas Apolo a interrompeu. "Não diga mais nada," disse ele, "suas palavras serviriam apenas para retardar a punição." E Diana disse o mesmo. E lançaram-se no ar, protegidos pelas nuvens, e pousaram sobre as torres da cidade. Espraiada diante dos portões estava uma planície imensa, onde os jovens da cidade praticavam seus esportes de guerra. Os filhos de Níobe estavam lá junto com os demais, — alguns estavam montados sobre cavalos ricamente ajaezados, outros dirigiam carruagens velozes.

Ismenos, o primogênito, enquanto guiava seus corcéis ofegantes, lançou uma flecha do alto e gritou: "Ai de mim!" e soltou as rédeas, caindo sem vida. Outro, ouvindo no ar o som do arco, — assim como o barqueiro que enxerga a tormenta ao longe e levanta velas em direção ao porto, — soltou as rédeas de seus cavalos e tentou fugir. A flecha inevitável foi mais rápida do que ele em sua fuga. Dois outros, garotos mais jovens, que haviam terminado seus exercícios, tinham ido até o pátio de diversões para praticarem um pouco de luta. No meio de uma luta, os dois foram perfurados por uma flecha.

Juntos deram um grito, e juntos lançaram um olhar de despedida ao redor, e juntos exalaram o último suspiro. Alfenor, o irmão mais velho, ao vê-los caindo, correu até onde estavam para prestar alguma ajuda, e caiu ferido no ato do dever fraterno. Somente restava um, Ilioneu. Este levantou seus braços para o céu para suplicar, caso suas orações tivessem alguma valia: "Poupai-me, ó deuses!" gritava ele, dirigindo-se a todos os deuses, e em sua ignorância esqueceu-se de que nem todos os deuses precisavam de súplicas, e Apolo o teria poupado, porém, a flecha já havia se soltado da corda, e agora era tarde demais.

O terror das pessoas e o pesar dos participantes logo chegaram aos ouvidos de Níobe que foi informada de todo o acontecido. Ela mal conseguia imaginar que tudo aquilo fosse possível, ela indignou-se que os deuses tivessem ousado e ficou perplexa ao saber que eles tinham sido ousados o bastante para fazer tudo aquilo. O seu marido, Anfião, amargurado por causa do golpe, tirou a própria vida. Pobre Níobe! como tudo isso era diferente daquela que há pouco tempo havia afastado o povo dos ritos sagrados, tendo realizado o curso majestoso pela cidade, invejada pelos seus amigos, e agora sentia piedade até mesmo de seus inimigos! Ela se ajoelhou diante dos corpos sem vida, e foi beijando um a um, seus filhos mortos.

Levantando seus braços pálidos para o céu, exclamou "Cruel Latona, alimenta todo o teu ódio com a minha angústia! Sacia teu coração duro, enquanto acompanho meus sete filhos para o túmulo. E no entanto, onde está o teu triunfo? Desolada como estou, ainda sou mais rica que tu, que me venceste." Mal tinha pronunciado essas palavras, quando se ouviu o som de um arco espalhando o terror em todos os corações e deixando Níobe sozinha. Ela havia retirado a coragem das entranhas do sofrimento. Suas irmãs estavam vestidas com roupas de luto sobre os esquifes de seus irmãos mortos. Um deles caiu, atravessado por uma flecha, e morreu sobre o corpo que ela chorava.

Um outro, ao tentar consolar sua mãe, foi subitamente calado para sempre, caindo sem vida ao chão. Um terceiro tentou fugir voando, um quarto se escondeu, e um outro ficou tremendo, incerto das decisões que devia tomar. Seis deles já haviam morrido, e restava apenas um, a quem a mãe mantinha firme em seus braços, e o cobria com todo o seu corpo. "Poupa-me este filho, que é o mais jovem! Ó, poupa-me este dos demais!" chorava ela, e enquanto falava, o caçula caiu morto. Ela ficou desolada, entre os filhos, filhas, marido, todos mortos, e parecia entorpecida pela dor.

A brisa não conseguia soprar os cabelos dela, nem havia cor em seu rosto, seus olhos arregalados estavam fixos e imóveis, não havia nenhum sinal de vida nela. Sua própria língua havia sido colada no céu da boca, e suas veias pararam de transmitir a maré da vida. Seu pescoço não dobrava mais, seus braços não faziam gesto algum, seus pés não tinham movimento. Ela tinha sido transformada numa pedra, por dentro e por fora. Contudo, as lágrimas continuaram a fluir, e ela foi levada por um turbilhão até a montanha onde nasceu, e ali ela permanece, como uma massa de pedra, onde nasce um riacho pequenino, como tributo de sua dor inconsolável.

A história de Níobe forneceu a Byron uma belíssima ilustração da condição decadente da Roma moderna: "Lá está ela, a Níobe das Nações,

Em sua muda aflição, sem filhos e sem coroa,
Uma urna vazia dentro de suas mãos mirradas
Cuja poeira sagrada há muito tempo dispersa,
O sepulcro dos Cipiões nenhuma cinza contém agora,
Os próprios túmulos permanecem vazios
De seus habitantes heróicos, e pode,
O velho Tibre correr, atravessando um deserto de mármore?
Levanta tuas ondas amarelas, e cobre a dor com teu manto."
Childe Harold, IV. 79.

Esta história emocionante acabou se tornando tema de uma estátua famosa na galeria imperial de Florença. É a figura principal de um grupo que supostamente teve sua origem no frontão de um templo. A figura da mãe segurando o braço do filho apavorado é uma das mais admiradas estátuas da antiguidade. A estrofe seguinte é uma tradução de um epigrama grego supostamente mencionando esta estátua:

"Os deuses a transformaram em pedra, mas em vão,

A arte do escultor a fez respirar novamente."

Trágica como é a história de Níobe, não podemos deixar de rir com o uso que Moore (1779-1852) faz dela em seu "Rimas da estrada":

"Foi em sua carruagem sublime
Que o Sr. Richard Blackmore (1654-1729)[7] costumava rimar,
E embora o juízo não lhe tenha feito mal
Passou o tempo entre a vida e os épicos
Rabiscando e matando todo o tempo
Como Febo fazia tranquilo em sua carruagem
Ora, gorjeando uma música sublime
Ora, matando os filhos de Níobe."

Sir Richard Blackmore (1654-1729) foi médico, e ao mesmo tempo um poeta muito prolífico e tremendamente insípido, cujas obras agora estão esquecidas, exceto quando relembradas pela engenhosidade de Moore por causa do seu conteúdo jocoso.

Veja também[editar]

Notas e Referências do Tradutor[editar]

  1. Esta descrição perfeita do arco-íris foi literalmente traduzida de Ovídio.
  2. Muiopotmos ou O Destino de uma borboleta.
  3. Sir James Mackintosh (1765-1832) fala a este respeito, "Você acha que até mesmo um chinês conseguiria pintar as cores alegres de uma borboleta com a mais silenciosa exatidão do que as linhas seguintes: “O sono de veludo,” etc.?" — Vida, Vol. II, 246.
  4. Cloé: um dos muitos nomes da deusa grega Demétria, que também diz respeito às folhagens jovens e verdes ou a brotos de plantas. O nome aparece no Novo Testamento, em 1 Coríntios 1:11 no contexto sobre "a casa de Cloé".
  5. Palácio das Artes: obra publicada em 1833.
  6. Monte Cíntio: o monte Cíntio fica na Ilha de Delos, na Grécia, terra natal de Ártemis (Diana) e de Apolo.
  7. Sir Richard Blackmore (22 de Janeiro de 1654 † 9 de Outubro de 1729), foi médico e poeta inglês, é lembrado principalmente como objeto de sátira e como exemplo de um poeta fátuo. Foi, no entanto, um médico respeitável e escritor religioso.