Inter-Sonho

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Inter-Sonho
por Mário de Sá-Carneiro


Numa incerta melodia
Tôda a minh'alma se esconde
Reminiscências de Aonde
Perturbam-me em nostalgia...

Manhã de armas! Manhã de armas!
Romaria! Romaria!

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Tateio...dobro...resvalo...

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Princesas de fantasia
Desencantam-me das flores...

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Que pesadelo tão bom...

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Pressinto um grande intervalo,
Deliro em tôdas as côres,
Vivo em roxo e morro em som...


Paris - Maio 6.