Lourenço (Franklin Távora)/IV

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Lourenço por Franklin Távora
Capítulo IV


O rigoroso inverno que caiu sobre Pernambuco em 1713, um ano antes começara a mostrar o que havia de ser. Em agosto estavam os rios ainda muito grossos, os caminhos cortados de atoleiros, as terras baixas convertidas em vastos pântanos.

Em uma das noites mais ásperas de 1712, Lourenço entrou nas matas de Tracunhaém. Já muito lhe custara atravessar o rio, e como não oferecesse este passagem, senão arriscada, para o ponto onde se escondiam os nobres, julgou aquele prudente pernoitar por ali mesmo. Em certo fechado ao pé de um cedro colossal, em cujo tronco se via uma grande fenda na altura de um homem pôs abaixo a carga de mantimento e roupa que levava do engenho para o sargento-mor.

— Se vier por aí alguma trovoada, - dissera ele consigo, - meto-me dentro deste oco, onde ninguém me há de ver.

O enfado da jornada trouxe-lhe sono que depressa o prendeu, não obstante a chuva. Pela madrugada acordou, ouvindo soar tiros ao longe; e conquanto estivesse certo de se terem ordenado diligências contra os nobres escondidos, recuperou o sono, e dormiu até o raiar do dia, que foi fresco e belo. A chuva cessara inteiramente. O sol dardejava raios horizontais por entre as folhagens, que se esclareciam tomando diferente aspecto.

Apenas de pé, quando tratava de buscar o cavalo para continuar a jornada, ouviu ruído de passos e vozes perto. Os passos e as vozes foram aumentando pouco a pouco. Dentro de algum tempo aquele ruído já era acompanhado do retintim de muitas armas. Enfim, viu o rapaz, com espanto e confusão, desfilar por diante das árvores, que o encobriam, grande partida de soldados.

Afiguravam-se estes aos seus olhos vultos patibulares, visões pavorosas como demônios em que ele acreditava.

Tinham calças arregaçadas e enlameadas, as jaquetas pegadas ao corpo, os chapéus ainda umedecidos e demudados, nas faces estampado o sono, o cansaço, a fome e a maldade, nas mãos armas sinistras e ameaçadoras.

Grande parte desta força passante, de duzentos homens, era composta de caboclos; no restante havia de tudo - negros, curibocas, mestiços, semi-brancos e até brancos.

Formava o todo uma grande mó, em cujo centro se destacavam onze membros da nobreza. No couce da tropa mostravam-se a cavalo os coronéis Manoel Gonçalves Tunda-Cumbe e Sebastião Pinheiro Camarão, chefes do bando. A um lado deles, seguiam-nos o capitão-mor de Iguaraçu, Antônio da Silva Pereira, e o de Tracunhaém João Cavalcanti de Albuquerque, que por ordem do governador auxiliaram com gente sua os dois primeiros na importante busca. O semblante destes caudilhos acusava sinistra vaidade; o daqueles tinha a expressão alvar do delator.

Quando menos esperava, impressão mais violenta deixou o rapaz atônito: descobrira, entre os prisioneiros, João da Cunha. Uma corda ligava-o com outro nobre pelo braço direito. Trazia ele a fisionomia decomposta por aflição íntima, por desgosto mortal, antes vergonha filha do desdouro em que se via posto.

Em toda a sua vida, Lourenço nunca sentia dor tão atroz. Afeito desde menino a ver no sargento-mor representada uma instituição, que ele não sabia explicar, mas que impunha a seu espírito a força de lei fatal e quase divina - a instituição da nobreza, foi com verdadeiro assombro que testemunhou agora aquele claro pulso aviltado pelo instrumento destinado aos réus vulgares, que só despertavam compaixão. A filosofia da vida, dava pela primeira vez a ler ao bisonho almocreve uma das páginas tristes, que o homem versado em letras encontra aos milhares no imenso livro da história.

Passada esta primeira comoção, uma como revolta interior operou-se de repente em todo o seu ser.

Impulso irresistível atira-o para diante, eletricamente.

Por entre os ramos que o ocultam, a mão direita armada com a faca livre da bainha, mostra-se em atitude de descarregar golpe cruel. Mas a voz da consciência soou mais alto que a da paixão no ânimo do almocreve. Ele tinha diante de si duzentos homens armados.

— Será possível - disse consigo - que eu não possa valer nesta amargura a seu sargento-mor? Desgraçado que sou! Fraco e só, diante de tanta gente forte! Triste foi a hora que fiz esta viagem.

Súbito o assalta um pensamento que ele realiza inconscientemente, mecanicamente. Põe o pé sobre a borda do grande oco, e sobre ao pau. Ganhando posição elevada, atira dentre a folhagem a faca que empalmara quando se lhe deparara a estranha vista. O movimento foi rápido. Como faísca elétrica, a arma, descrevendo uma elipse no vácuo, foi bater contra o alvo. Um grito quebrou a mudez dos bosques: soltara-o Tunda-Cumbe, em cujo braço esquerdo a faca se cravara.

No mesmo instante sentiu o rapaz forte pancada contra os quadris, semelhante à que produz o bote de alentada cobra; e logo força descomunal o puxa para baixo. Mal seguro, não pode resistir à força que o alcançara, e teve de cair, não ao pé da árvore, mas no interior do oco, onde a escuridão era profunda.

Então, uma voz abafada, mas conhecida dele, segredou-lhe aos ouvidos:

— Estás doido, Lourenço? Queres que os malvados te matem?

— É vosmecê, seu Falcão? inquiriu o rapaz aturdido da descida rude, que lhe lançara grande confusão no espírito. Vosmecê quer desgraçar-me? Eu não sou bom, e não gosto que me tratem deste modo. Por que não me deixa matar aquele puço, aquele infame Tunda-Cumbe?

— Cala-te, menino, retorquiu o capitão. Tu não tens juízo; és um tolo. Que seria de ti se eles chegassem a ver-te?

— Verdade é que estou desarmado. Mas tenho muita força. Deus louvado. Era capaz de quebrar os ossos do marinheiro, se o apertasse entre os braços.

— Guarda a tua força para quando for tempo.

— Vosmecê atirou-me aqui dentro, quando eu já ia salvar seu sargento-mor. Estou zangado. Não me faça mais isso.

— Ias perder-te. Por ver a tua loucura foi que te puxei para aqui. Não sejas criança. Que farias tu, só, sem armas, sem uma faca ao menos? Ali vão amarrados parentes e amigos, que muito me merecem; mas nem por isso praticarei asneiras.

Lourenço ia responder, quando sentiu sobre os lábios a mão do capitão querendo dizer que não falasse. Ao mesmo tempo ouviu surdo rumor de passos acima de sua cabeça. Eram vários soldados que haviam corrido a ver se descobriam o autor do atentado contra o coronel.

Neste momento, o Tunda-Cumbe, rangendo os dentes, clamou inflamado na paixão que o tomara:

— Hás de pagar-me, Falcão d'Eça, hás de pagar-me o que ora fizeste. Hei de cortar-te as orelhas para dar de presente ao meu cão. Se estes matos têm ouvidos, eles que ouçam a tua sentença de morte, que se há de realizar no futuro, pois tão cobarde és que não te apresentas e somente me feres à traição.

Ditas estas palavras, o Tunda-Cumbe, como se reconhecesse os perigos de dar busca em domínios encobertos, alheios e desconhecidos, voltou imediatamente ao ponto onde fizera alto a tropa, que ele ordenou que seguisse a marche-marche.

— Não é nada, disse como para tranqüilizar os seus. Já não vertem sangue as minhas veias; o da estúpida nobreza de Pernambuco, descendente de Caeté com Moçambique, esse sim, não vejo atadura que o faça tão cedo estacar.

— Não o matei, mas sempre lhe dei um ensino - disse Lourenço a meia-voz debaixo da terra, sentindo serenada com as palavras do capitão, parte da sua grande cólera. Assim foi bom. Os nobres precisam da tua vida, miserável peixeiro, para tomarem a vingança que mereces. Havemos de ver qual dos dois sangues deixará primeiro de correr em Pernambuco, se o teu sangue de bicho da outra banda, se o da nobreza de minha terra, o sangue azul daqueles que te mataram a fome e agora cobres de lama e desaforos.

E voltando-se para o capitão, acrescentou:

— E o que faz vosmecê, seu Falcão d'Eça, que não mostra ao governador e ao ouvidor dos mascates para quanto presta o seu brio? Será possível que tanta gente, tanto fidalgo limpo, tanto homem rico e que sabe onde tem as ventas, esteja a sofrer as ousadias de labregos sujos, que deviam ser botados para fora à peia?

— Veremos agora o que se há de fazer - disse o capitão.

Os pernambucanos metidos entre a escolta tinham sido presos por ocasião da diligência que vem apontada nas crônicas daquele tempo com a denominação de caçada geral.

O fim principal desta caçada, para cujo bom resultado os bandoleiros do Camarão e do Tunda-Cumbe até amestraram cães a pegar gente no mato, era destruir pela prisão de Falcão d'Eça, que por suas grandes faculdades naturais, se tornara o apoio da nobreza, e um dos que mais davam que pensar ao governador, aquele asilo onde se encastelavam muitos e importantes cavalheiros.

Falcão tinha direito a esta distinção que deixou seu nome tão conspicuamente inscrito nos anais pernambucanos.

Tanto que, pelas primeiras prisões, a nobreza começou a procurar os matos, ou ausentar-se para fora da capitania. Félix José Machado, a quem não é lícito recusar ânimos excepcionais, considerando-se inatacável, entregou-se a passeios, banquetes, divertimentos, digressões pelos arrabaldes, e até a grandes jogos e largas crápulas.

Nas crônicas se lêem os nomes dos que freqüentavam a banca de jogo armada em palácio, e os das meretrizes que tinham aí entrada franca.

Um dia, disse-lhe Manoel Carneiro:

— Breve teremos tinguijada, Sr. governador.

Tanto bastou para que este se desse por convidado, e no dia aprazado se achasse em casa de Carneiro com o ouvidor, o juiz de fora, D. Francisco de Souza, e outros importantes membros do partido dos mercadores.

Não era a primeira vez que ele compelia Manoel Carneiro a aumentar os pratos da sua mesa. Meses antes, um grande jantar se realizara ali por ocasião da botada do engenho, ao qual compareceu Félix José Machado.

Mas nenhuma festa deu tanto que falar como a tinguijada. Foram três dias gordos. "Só em ovos sessenta patacas se despenderam", diz, admirado, o principal cronista da guerra dos mascates.

Chegado o momento da apanha do peixe o governador encaminhou-se para a beira do Capibaribe.

Não deixando o rio poços, duas tapagens tinham sido feitas com palmas de coqueiros. Entre as ditas tapagens ficava o espaço talvez de vinte e trinta braças. As águas estavam ali dentro em um como remanso. Tirados antes os grandes ramos que por muitos dias haviam ficado sobre elas a fim de chamar os peixes para aquele ponto, convidados pela sombra, viam-se ainda a meladinha, o melão de Caetano e o tingui, que depois de machucados tinham sido lançados dentro da tapagem. As águas nesse ponto estavam esverdeadas, e grandes camorins, prateadas carapebas e tantos outros habitadores do rio mostravam-se boiando por entre as crostas venenosas, embriagadas pelo forte narcótico dos cipós; outros enchiam giquis enfiados nas cercas.

Félix José Machado entrou na canoa que devia percorrer o âmbito da tapagem, e com outros convidados de porte começou a apanhar com a mão o peixe que boiava possesso da mortal tontura.

Olhos atentos e perspicazes haveriam notado que, por entre o prazer, os risos, os gracejos, os banhos involuntários e outros mil incidentes naturais de semelhantes patuscadas, o governador não tirava as vistas da parte superior do rio. Havia nos seus lances d'olhos indícios de inquietação e receio. Eis os fundamentos deste dois sentimentos, que aliás não se compadeciam com as alegrias e a confiança que costumam reinar em semelhantes reuniões.

Um mulato do capitão-mor de Tracunhaém dirigiu-se ao governador em princípios de junho e lhe dissera que se seu senhor, cunhado de Falcão d'Eça, e que muitos serviços prestara no primeiro levante contra Sebastião de Castro Caldas, não fosse incomodado nem sua família, ele revelaria um grande movimento que estava planejado. Tendo a promessa não só de ser poupado o dito capitão-mor, mas também de se lhe dar um prêmio pela revelação do segredo, disse o mulato que consistia aquele plano em um levante contra o governador, assentado entre Falcão d'Eça e outros nobres que com ele se tinham homiziado nas matas. Os conspiradores, aproveitando-se da festa da tinguijada no engenho de Manoel Carneiro, por ocasião da qual o governador ficava distante da capital e sem meios prontos de resistir com vantagem ao assalto, deveriam sair do esconderijo com todos os sequazes, embarcar em certo ponto em canoas, com antecipação preparadas para este fim, descer pelo rio, e surpreender o governador no meio da folgança. O que se seguiria não pôde o mulato dizer, mas Félix Machado compreendeu que semelhante surpresa não podia ter um termo que lhe não fosse fatal. E porque o capitão-mor fazia parte da conspiração, visto que, temendo ser preso, se recolhera ao mato com Falcão d'Eça, mandou o governador chamá-lo pelo mesmo mulato à sua presença, ao que se não esquivou o capitão-mor, tendo somente o cuidado de comparecer às escondidas. Félix José Machado confirmou a promessa feita ao mulato, mas exigiu, como principal condição do ajuste, que o próprio capitão-mor guiasse as forças encarregadas da caçada geral ao esconderijo não sabido. Esta infame condição foi aceita, e a traição teria sortido todo o efeito se Falcão, havendo dado pela falta do cunhado na véspera do projetado assalto, não se prevenisse em tempo.

Como conhecesse a capacidade do parente, e desse todo o valor à responsabilidade que a si próprio cabia como principal membro da Liga de Tracunhaém, congraçando os companheiros, comunicou-lhes francamente os seus receios.

— Não vos assusteis, porém, concluiu Falcão d'Eça. Retiros não nos faltam neste mundo virgem para nos ocultarmos do traidor. Proponho-vos que desamparemos já este pouso. Amanhã talvez já seja tarde.

Alguns dos nobres, não querendo acreditar na possibilidade de serem traídos por parente e companheiro tão qualificado, hesitaram indecisos. Deste número foi João da Cunha.

— Que diria de nós Albuquerque, se viesse a saber, não se verificando a vossa suspeita, Falcão d'Eça, que havíamos formado dele conceito tão incompatível com homens de bem? - inquiriu João da Cunha. Considero imprudente o passo que aconselhais, e não estou resoluto a dá-lo, para não me arriscar a cair no justo desprezo de um homem de nossa igualha. Demais, temos armas e munições. O ponto em que nos achamos pode reputar-se inexpugnável. Desta banda está o rio de nado, das outras grossos paus que se amparam uns aos outros em muitas ordens à roda de nós. Por que havemos de abandonar tão seguro abrigo? Por uma simples suspeita? Por isso somente não o deixarei.

Fixando a vista em João da Cunha:

— Sois livre, sargento-mor - disse Falcão; podeis ficar, eu porém, não ficarei. Oxalá não se verifiquem as minhas previsões; mas o coração leal anuncia-me que, se ainda hoje pernoitarmos neste recesso, a nossa liberdade e a vida correrão perigo. Podeis ficar, e convosco os que quiserem. Deixo-vos grande parte das munições de guerra. Até a primeira vista,

Falcão deu o andar. Alguns dos nobres seguiram-no imediatamente, outros pouco depois. Ele era a alma da resistência; a sua ausência enfraquecia os mais fortes. Com João da Cunha ficaram perto de vinte que tinham o mesmo pensar que ele. Este procedimento cravava as raízes na nobreza dos seus corações.

Mas, bem depressa tiveram a prova de quanto a sua grandeza moral se enganara. Antes do amanhecer, despertou-o do sono a perfídia. Defronte da entrada alguma balsas, vencendo a força das águas, atracaram entre as duas pedras; vinham carregadas de bandoleiros. O Camarão dirigiu o assalto. Exercitados na vida do mato, os seus caboclos penetraram no pouso sem grande custo, não obstante ser preciso, para chegar aí, dar muitas voltas onde haviam grandes fojos com estepes aguçados, habilmente dispostos por baixo de camadas de folhas secas. Os nobres somente tiveram tempo de dar alguns tiros a que os agressores responderam com vantagem. João da Cunha, conquanto muito animoso, teve de render-se ao grande número, depois de ferido. Os bandoleiros saquearam o pouco, derrubaram árvores, e deslocaram pedras para o abrir e patentear.

Ao amanhecer, alguns espias vieram referir a Falcão o que se havia passado. Então, tomando escusa vereda, o chefe da liga penetrou na manga subterrânea, e foi parar no cedro oco donde esperava ver a tropa, e pela vista avaliar o destroço.

A hora em que se deu começo à tinguijada, nada constava ainda a Félix José Machado sobre o resultado da diligências às matas. Seu espírito por isso vacilava inquieto entre o bom e o mau êxito; e seus olhos não cessavam de volver-se para o lado donde deveriam vir as canoas inimigas, se acaso a tropa não tivesse dado sobre os conspiradores a tempo de frustrar-lhes o plano.

A tinguijada durou até depois do meio-dia. Da beira do rio levaram peixe para o engenho em caçuás, tão grande fora a pescaria. O vinho, a aguardente, a viola, a toada, a dança começaram a reinar com toda a sua força. Calculando que, visto não aparecerem as canoas, deveriam estar na corda todos os conspiradores, o coração e o espírito de Félix José Machado expandiam-se gradualmente à proporção que o dia ia subindo.

Passando pela casa onde estava a balança de pesar o açúcar do engenho, o governador, cujo corpo era de proporções hercúleas, teve o pensamento de se fazer pesar. Pesou dois quintais e quatro libras (6).

Quando chegou a hora da refeição, pôs-se a comer tão alambazadamente, que a todos meteu assombro(6).

Sobre a tarde recebeu a comunicação do resultado da diligência. Sentiu então grande desgosto por saber que Falcão d'Eça não havia caído no trama urdido.

— Mas, Sr. governador, disse o capitão-mor, vieram entre outros o capitão Antônio Silva, o capitão Miguel Lopes, os irmãos do padre Antônio Jorge Guerra, o alferes Diogo de Carvalho Maciel, o sargento-mor João da Cunha, e um escravo de Eça que é seu braço direito.

O governador respondeu:

— Pois bem. Façamos conta de que o escravo vale o senhor. Daí ordem, sr. ouvidor, para que esse vil cativo seja hoje mesmo trateado, hoje mesmo, sem falta; ouvistes, sr. ouvidor?

A ordem foi rigorosamente cumprida. À noite soube-se na Várzea que o padecente não pudera sobreviver aos tratos senão algumas horas.

— Falcão d'Eça - disse Félix Machado, há de chegar a tua vez.