Os queixos caem de pasmo

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Os queixos caem de pasmo
por João Simões Lopes Neto
Publicada originalmente em sua coluna, Balas de estalo, em 8 de outubro de 1889.


Os queixos caem de pasmo,
Os narizes enrubecem,
Gordas bochechas descem,
Os queixos caem de pasmo...
Quantas mil coisas tecem
O riso, o medo, o sarcasmo...
Os queixos caem de pasmo,
Os narizes enrubecem.

Que fachada a facha fez
Em face da face nossa...
Que funda, que funda nossa,
Que fachada a facha fez!
E tu, oh! Povo que lês,
Proclama do brilho a bossa
Que fachada a facha fez
Em face da face nossa...

Un... deux... trois... passez!
Música, vivas, beijocas,
Saltaram como pipocas!...
Un... deux... trois... Passez!
Escancararam-se as bocas!
En avant et... balancez!
Un... deux... trois... Passez!
Músicas, vivas, beijocas!

Aperta a rosca Felipe,
Não deixa escapar o fio:
Não consente nem um pio:
Aperta a rosca Felipe!
Se ouvires qualquer um SCIO!
Vai pelo teu palpite,
Aperta a rosca Felipe,
Não deixa escapar o fio...