Página:A escrava Isaura (1875).djvu/58

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presença della não hesitou em desabafar sua colera, soltando palavras imprudentes, que lançárão no espirito da moça o germen da desconfiança e da inquietação.

— Este teo marido, Malvina, não passa de um miseravel patife, — disse bufando de raiva.

— Que estás dizendo, Henrique?!... que te fez elle?... — perguntou a moça, espantada com aquelle rompante.

— Tenho pena de ti, minha irmã... se soubesses... que infamia!...

— Estás doudo, Henrique!... o que ha então?

— Permita Deos que nunca o saibas!... que vilania!...

— O que houve então, Henrique?... falla, explica-te por quem és, — exclamou Malvina, palida e offegante no cumulo da afflicção.

— Oh! que tens?... não te afflijas assim, minha irmã, — respondeu Henrique, já arrependido das loucas palavras que havia soltado. Tarde comprehendeo que fazia um triste e deploravel papel, servindo de mensageiro da discordia e da desconfiança entre dois esposos, que até ali vivião na mais perfeita harmonia e tranquillidade. Tarde e em vão procurou attenuar o terrivel effeito de sua fatal indiscrição.

— Não te inquietes, Malvina, continuou elle procurando sorrir-se; — teo marido é um formidavel turrão, eis ahi tudo; não vás pensar,