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CONDORCET


G.


Justiça aos frades Dominicanos.

VEJA-SE PAG. 71.

     Si bem que ministro de outra communhão, entendemos dever render justiça a um frade francez. da ordem dos Dominicanos, que, não seguindo o exemplo de seus confrades — quér evangelistas, quer romanos, — teve a coragem de, em uma obra publicada, ha alguns anno , sobre a colonia de São Domingos, apresentar um quadro verdadeirio da horrivel barbaridade exercida contra os negros, e uma refutação das calumnias que seus senhores tratam de fazer circular contra elles na Europa.

H.


Sobre os primitivos refórmadores.

VEJA-SE PAG. 79.

     Não se póde negar que os primitivos refórmadores conservaram, em grande parte, o espirito fanatico e perseguidor da Igreja Romana. O asassinato juridico de Servet, machinado á sangue frio por Calvino; a apologia d'este que Béze publicou ao mesmo tempo em que a França estava coberta de cadafalsos erguidos pelos calvinistas; os supplicios preparados, na Inglaterra, aos ante-trinitarios; — ão crimes todos que deshonraram a nascente refórma. Todavia, convém não esquecer que o proprio Luthero, tão violento em seus escriptos, tão arrebatado em seu procedimento, a niugem perseguio; que Mélanchton pregou a tolerancia e a paz; que Zwingle, que morreo combatendo por seu paiz, teve a coragem de protestar publicamente, em seus sermões, contra esse uso indigno, tão antigo entre nossos compatriotas, de vender o sangue para luttas estrangeiras.