A cerimônia estava terminada. O rumor e remoinhar da multidão interromperam os terríveis desabafos e tremendas juras dos três irmãos, que, vendo-se envolvidos no turbilhão do povo, saíram da igreja, e de volta com os outros, foram também acompanhando os noivos. Não era, porém, um sentimento de vã curiosidade, e muito menos de regozijo, que os impelia a fazer parte do séquito. O ciúme e o ódio, que lhes devorava o coração, os levava com instintiva e irresistível atração a não perderem de vista o par afortunado que, tranquilo e descuidoso, ia descendo a colina acompanhado de grande número de velhos, mulheres e meninos, que os felicitavam e bendiziam.
— Este casamento é uma grande felicidade para eles, e sossego para nós, que temos filhos — diziam as velhas.
— E para nós, que temos ou queremos ter maridos — diziam as moças.
— Abençoado seja esse moço, que nos leva a filha do mar para sossego desta terra.
Deus os favoreça a ambos, diziam todos.
Entretanto, o numeroso grupo que os acompanhava foi-se escasseando pouco e pouco. Como na pequena cabana dos noivos não os esperava festa nem folguedo algum, muitos foram se ficando em meio caminho. Os três irmãos, porém, continuaram a acompanhá-los