Página:A maçonaria e os jesuitas.djvu/12

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E que não soffreu ella das frequentes invasões dos povos barbaros, que tantas afflicções lhe causaram, e das inopinadas irrupções dessas hordas de Agarenos, que tantas vezes ameaçaram a Europa catholica? Que não tem soffrido constantemente da perniciosa reforma do frade apostata, que forceja por levar-lhe a morte ao coração, solapando as bases do principio de auctoridade?

Mas, ella falla pelo orgão de S. Leão, e Attila, o flagello de Deus, recua espavorido; empunha a cruz do missionario, e os Barbaros civilisam-se, convertem-se os filhos de Ismael, ou são repellidos pelo braço potente de Fernando catholico e pela espada flammejante de Carlos Magno; em quanto que a obra de Luthero se está esphacelando por toda a parte, cahindo aos pedaços, principalmente na Allemanha.

E hoje, Irmãos e Filhos muito amados, a santa Igreja de Deus se acha a braços com um inimigo terrivel, peior que todos os passados; mais terrivel que Herodes com a sua tyrannia; mais terrivel que os Imperadores Romanos com as suas hecatombes humanas; mais temivel que as heresias e schismas com as suas impiedades e rompimentos; mais temivel que os Barbaros e Sarracenos com as suas constantes ameaças, e que os Protestantes com as suas innovações.

Este inimigo formidavel, já vosso coração o adivinhou, é a Maçonaria, a Maçonaria, peior que todos aquelles antigos adversarios; porquanto, reunindo-os em si a todos elles, fundindo-os juntos, constitue um todo poderoso, a personificação ou unificação de todos elles, que faz hoje a um só tempo tudo o que elles fizeram, cada um de per si, em epochas remotas umas das outras.