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DOM JOAO VI NO BRAZIL 787

algumas pessoas." Em Pernambuco, poderia ter Palmella accrescentado si possuisse um conhecimento intimo de todas as capitanias, nao faltavam recursos ao Erario gragas a conhecida economia de Caetano Pinto, mas esta propria economia, exacerbada como na verdade o era ate a avareza, podia justamente ter determinado atrazos no pagamento das tropas.

E tao reaes estes atrazos, que o motivo e apontado no primeiro dos officios de Maler sobre "o haver a hydra re- volucionaria consegui do erguer uma hedionda cabeca no Brazil" (i). Escreveu-o elle logo depois de ter entrado ino- pinadamente no pprto do Rio a 25 de Marco, o brigue com bandeira branca que conduzia, bastante constrangido, Sua Excellencia o governador general. "Ha mais de um anno, reza o citado officio, que a guarnigao de Pernambuco era mal paga e mal alimenflada pelo Governo; o territorio d esta cidade e dos districtos visinhos extremamente pro ductive em algodao, e esteril em comestiveis e generos de primeira necessidade, de sorte que o pao para os ricos e a mandioca para a classe indigente vinha de fora e era comprada por pregos muito elevados. Avidos especuladores monopolizavam os carregamentos que chegavam e os reven- diam a retalho ao publico da maneira a mais arbitraria. Os clamores e as queixas geraes despertaram emfim o indolente Montenegro, que encarregou o brigadeiro do exercito Sala- zar de tomar algumas medidas para center o monopolio e reprimir a desordem. Mas, este official general nao tendo podi-do satisfazer a esperanca e os votos do publico, commet- teu-se ainda o injusto dislate de propor as tropas dar-lhes as

��(1) Officio de 28 de Marco de 1817.

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