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898 DOM JOAO VI NO BRAZIL

Em Mmas Geraes pequenas fabricas particulares, le- vantadas sob a direcgao do barao de Eschwege, testemunha- vam entretanto o custoso despertar industrial do Brazil, tambem revelado no melhoramento de estradas, no lanqa- mento de pontes, na conducc.ao d agua potavel para os cen- tros de populagao, no augmento da tecelagem na mesma consideravel provincia de Minas.

Uma carta regia de 16 de Janeiro de 1817 approvava o estabelecimento da companhia de minerac.ao de ferro de Cuyaba, dando estatutos para sua regulagao, e insinuava a conveniencia de mandar pessoas aprenderem a arte de fundir nas fabricas de Sao Paulo e Minas; outrosim recom- mendava que se perscrutasse a existencia de minas de sal na capitania de Matto Grosso.

Outro assumpto que como sabemos mereceu bastante 3 attengao do governo, foram as communicagoes fluviaes, as mais indicadas, as unicas indicadas mesmo n um paiz de tao exaggeradas proporgoes, com um systema hydrographico perfeito, e quando se nao achavam previstas na pratica as es tradas de ferro. Procurou-se com empenho ligar por esse meio, o mais possivel, a costa com o interior, isto e com Goyaz e Matto Grosso, quer pelo Amazonas e seus affluentes e sub- affluentes, quer pelo Tiete e Parana e d ahi por differentes rios mais ou menos navegaveis indo dar no Sao Lourenco e Cuyaba.

A carta regia de 5 de Setembro de 1811, expedida ao governador e capitao general de Goyaz, sanccionava o piano de organizagao de uma sociedade de commercio entre a referida capitania e a do Para, e concedia privilegios aos accionistas. Reportando-se com louvores a tal tentativa,

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