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BOM JOAO VI NO, BRAZIL 599

fragata ingleza e d ahi passara ao Rio de Janeiro. O Prin cipe nao so o poz a coberto da influencia perseguidora de Vi- godet, como o assegurou da sua protecgao emquanto proce- desse com discernimento ( I ) .

Tambem e mais que provavel que Dom Joao conscn- tiria em ajudar o eunhado (em favor de quern se empenhava diligentemente depois da restauracao a Prlnceza Dona Car- lota, muito amiga de Fernando VII, muito hespanhola de coracjio e muito trefega de genio), caso a Hespanha con- sentisse em ceder-lhe a mar gem oriental do Prata. Nenhuma abertura a este respeito foi porem tentada, segundo decla- raram expressamente a Maler tanto o general Vigodet, ao re- gressar com as Infantas que viera buscar, eomo o encarre- gado de negocios da Hespanha Villalba (2) ; entretanto ia singrar a expedicjio portugueza contra Montevideo, verdade e que sob o maior sigillo, ignorando os representantes es- trangeiros no Rio para onde ella se dirigia exactamente.

A corte do Rio affectava alias todas as consideragoes para com o legitimo soberano e so se mostrava disposta a agir parecendo que o fazla para proteger seus subditos, no interesse e seguranca do paiz contra visinhos turbulentos. A expedigao tao antipathica devia comtudo ser a corte de Ma drid quanto ao governo revolucionario de Buenos Ayres. A aversao a Portugal era grande nas terras de Castella, mas nao menor no Rio da Prata, cuja populacao porventura ad- mittiria mais facilmente a tutela brazileira do que a recolo- nizagao hespanhola com o dominio, ao velho modo, de um

��(1) Mais tarde, em 1818, o mesmo encarregado de negocios de Franga, e o ministro hespaiihol Casa-Flores quizeram debalde imped ir o embarque de Alvear para Buenos Ayres. (Corresp. de Maler).

(2) Officlo de 10 de Julho de 1816.

D. J. 38

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