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916 DOM JOAO VI NO BRAZIL

mazenada a artilheria pesada na flha das Cobras, levantadas novas baterias de defeza em posicoes estrategicas, edificados quarteis, artilhadas as praias. Assim nos informa Luccock, e a sua informacao discordante da de Maler e mais fide- digna por ser a de urn homem do mundo commercial indiffe- rente a questoes exclusivamente politicas, indica que o agente diplomatico via e julgava a expansao portugueza na Ame rica, muito melhor apparelhada como estava sendo, pelo prisma deturpador do seu legitimismo e do seu europeanismo, igualmente infensos a libertagao da America Hespanhola e ao engrandecimento no Novo Mundo de uma potencia que ja nao era colonia, mas sim a metade melhor da monarchia portugueza.

Accresce que a Franga da Restauragao, esquecida de que sob os Bourbons se tinham deixado perder o Canada, a Acadia e a Louisiana, afora no Oriente a India, nao per- doava a Buonaparte a venda aos Estados Unidos do immenso territorio d alem Mississipi, que o Imperador nao podia man- ter francez sem esquadras, e que sobretudo desejou resguar- dar de uma conquista ingleza, a qual seria inevitavel, alar- gando-se entao extraordinariamente a esphera do dominio britannico na America Septentrional, em detrimento das suas ex-colonias, cuja doutrina fundamental externa ainda Ihes nao fora dado condensar, nem o seria ate Monroe, vinte annos depois da compra da Louisiana.

Uma das illustrates da marinha nacional, o Sr. almi- rante Jaceguay, observa com muita intelligencia no seu es- tudo sobre a formagao da armada brazileira (i), que "de todas as colonias americanas a unica que, por occasiao de

��(1) De Aspirante a Almirante, 1860 a 1002, Minha fe de offi- cio documcntacla. Mendes, 1906.

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