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DOM JOAO VI NO BRAZIL 931

na sua correspondencia esta estranha pergunta ajuntava o agente francez: "Que Votre Excellence n aille pas croire qu il plaisantait lui meme, je sais tres bien qu il n etait pas initie dans ces mysteres."

Maler forgava certamente a nota da ingenuidade, pois nao e crivel que acreditasse em Arcos ignorar o que para ninguem era segredo: que a campanha do Sul tinha por ob jective a conquista da margem oriental do Rio da Prats. No que elle tinha razao era em commentar para Pariz que Tun de ces ministres est beaucoup trop ministre, et 1 autre trop peu", e teria tambem acertado si prognosticasse que uma pronunciada desintelligencia surgiria d esta situagao desigual e humilhante para Arcos.

N um sentimento entretanto pareciam combinar os dous ministros, na antipathia as ideas liberaes, distanciando-se ambos de Barca, como jubilosamente recordava Maler (i), pondo em relevo "os predicados sociaes e amaveis" do antigo vice-rei do Brazil e observando que, com sua escolha para o ministerio, o Rei nao so tinha querido recompensar-lhe os inestimaveis esforgos em prol da restauragao da auctoridade legitima em Pernambuco, como agradar aos nacionaes, que por certo estimariam ver elevado ao poder um antigo resi- dente e perfeito conhecedor do Reino americano e suas ne- cessidades. Alem d isto reaccendia no governo a tradigao, ja um tanto apagada, da facgao anti-ingleza (2) dos tempos lisboetas, assim dando arrhas a corte britannica, com Tho- maz Antonio, da velha amizade, e com Arcos fazendo-lhe negagas.

Confirmando o sabido, que Dom Joao VI consultava Thomaz Antonio sobre todo assumpto de importancia e que

(1) Officio ae 29 de Junho de 1817, ibidem.

(2) Officio de Lesseps de 30 de Agosto de 1817.

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