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1048 DOM JOAO VI NO BRAZIL

velho Reino nao devia comportar co-participantes, desconvi- nha pois a Inglaterra que fossem os negocios da Peninsula tratados no Congresso, ou melhor reuniao soberana de Lay- bach. Chegou mesmo a declarar nao ter alii plenipotenciario, apezar de se achar presente e tomar parte nas conferencias lord Stewart, e a aconselhar Antonio de Saldanha a reti- rar-se para Loridres e la aguardar o desenrolar dos acon- tecimentos (i).

De outro lado B<ernstorf suggeria ao plenipotenciario portuguez que ficasse, o que equivalia a dizer continuasse a trabalhar no senti do da intervengao estrangeira. Tratou An tonio de Saldanha effectivamente de alcangal-a nas audien- cias em que foi recebido pelos Imperadores da Austria e da Russia, em ambos os soberanos encontrando inequivoca boa vontade no prestarem apoio a causa dos thronos contra os povos. Esbarrava porem com a frouxa disposigao da Franca, "que se desculpava com a sua situagao interior" - a qual o recente assassinate do Duque de Berry por Louvel paten- teara incerta e agitada - - e com a pouco disfargada repu- gnancia da Inglaterra, "que nao so nao queria intervir, porem que quasi protestava contra tudo que se fazia a res- peito de Napoles."

Escrevia a este proposito Lesseps (2) que o afasta- ni ento da Inglaterra das cortes reaccionarias e sua adopgao de um systema de neutralidade tinham ferido o espirito dos liberaes portuguezes, insinuando ao mesmo tempo que a Franqa obrara mal em acceder em these a repressao, posto que Ihe levantando restricqoes na pratica. Bastava comtudo isto para desmanchar o concerto das nagoes alliadas, cuja

��(1) Corresp. de Laybacli no Arch, do Min. das Rel. Ext.

(2) Officio cifrado de 11 de Marco de 1821.

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