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BOM JOAO VI NO BRAZIL 1053

burgo, pouco inclinado a entrar n esse terreno em conflicto com a Inglaterra, protectora reconhecida de Portugal. Tudo conspirava contra: alem das continuas ausencias do Czar da sua capital, difficultando quaesquer intelligencias, os negocios italianos, mais proximos e mais prenhes de perigos ainda, absorviam a attengao geral das granges chancellarias, as quaes, sobretudo por causa d elles, nao tinham no congresso de Troppau, em 1820, dedicado particular cuidado aos ne gocios portuguezes, limitando-se a declaracoes theorlcas de resistencia ao espirito de revolta e salvaguarda dos interes- ses da legitimidade.

Por isso e por intuigao politica sua escrevia, com muito acerto, o ministro portuguez na Russia aquillo mesmo que com difference de dias mandava no Rio Dom Joao IV ex- primir ao seu corpo diplomatico por palavras diversas: "Cha- mar forgas externas para coadjuvar a expulsao de inimigos externos, e o que a historia apresenta a cada passo ; porem para socegar as desordens internas e sempre arriscado. . . A massa da nagao e ainda saa, e sendo a forca moral a que se deve procurar encaminhar, nao posso occultar, que o em- prego da forga maritima so poderia servir para a irritar, e conduzir aos desvarios a que a desesperagao pode ar- rastar" (i). i

O conselho era bom e tanto mais merece ficar assigna- lado, quanto em Pariz se estavam celebrando aquelles con- ciliabulos de representantes conspicuos do Reino Unido, Ma- rialva a frente, que o Correio Braziliense verberava com muita acrimonia. Hippolyto bem suppunha o piano de reac- gao desapprovado na corte do Rio, rnas imaginava mal que

��(1) Officio de 24 do .Tanoivo de 1821, no* Pnpcis avnlsos no Arch, do Min. das Rol. Kxt.

D. J. - Gfi

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