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DOM JOAO VI NO BRAZIL 613

rogal-o de nao tomar cleniasiado ao serio ou se nao melindrar com essa publicac,fto e providencias annunciadas, pois nao passavam de phrases que, como governante, fora compellido a assignar em tal conjunctura e Ihe nao deviam causar a menor inquietacjio. Com effeito, proseguia Maler para pro- var quanto os factos fallavam mais alto que as palavras, continuavam socegadamente na cidade os Portuguezes que, segundo as ordens de Pueyrredon, deviam ser presos e de- portados.

Ao passo que o secretario da guerra, que pelo seu relatorio forcara por assim dizer o director a subscrever o manifesto, era demittido por isso e por haver externado com mais vigor sua opiniao sobre a necessidade de oppor-se ener- gicamente o governo de Buenos Ayres as medidas de rigor proclamadas pelo general Lecor contra as partidas que in- festavam os campos uruguayos, a connivencia occulta appa- recia palpavel. Com o assentimento de Pueyrredon eram ex- portadas de Buenos Ayres fangas de milho e cargas de ou- tros viveres para Montevideo, onde os comestiveis estavam por altissimos precos ( i ) pelas circumstancias da af f luencia de tiopas, por outro lado roubadas pelo recrutamento a agricultura instante, e da posicao dominadora na campanha da gente de Artigas.

Assevera Maler (2) que, quando San Martin foi a Buenos Ayres concertar com o director a expedicao do Pa- cifico, este o quiz converter as suas vistas de harmonia in- tima, quiga de disfarcada vassallagem ao Brazil, mas que o denodado guerreiro e honesto politico Ihe respondeu com furibunda indignacao, jurando altivamente que, emquanto

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bolacha poi 1 -* oiastra^, e irm bol por lo piastras. (2) Officio dc 10 dc .luulio <li! 1817.

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