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DOM JOAO VI NO BRAZIL 1089

consul francez Guinebaud escrevfa porem poucos dias de- pois (i) a Maler: "Ate aqui a auctoridade real foi mantida pelo mends nominalmente, mas, pelo amor de Deus, si es- tiverdes com o Rei, ou com seus ministros, dizei-lhes que re- conhegam depressa e regularizem tudo isto, porque dentro de trez mezes nao sera mais tempo. Nem mesmo quererao mais reconhecer o Rei e se declararao independentes."

E de crer que Maler conversasse com Palmella, ou entao no espirito .d este se implantou incontinent! a mesma conviccao, pois ao ser conhecida no Rio a insurreigao bahiana com seus pormenores, suggeriu o ministro de estrangeiros de Dom Joao VI o desembarque em Sao Salvador do Prin cipe Real, no caminho para Lisboa, indo na sua companhia o conde dos Arcos, muito considerado senao popular na Bahia, e sendo o manifesto constitucional do soberano langado alii, no proprio foco brazileiro, que em tal se constituira, da re- volta (2). Palmella assim se valia -da insurreicao a ver si ainda podia determinar resolugoes francas e definidas, em- quanto Thomaz Antonio- -a quern seu collega injustamente increpava de inactive n essa occasiao - - clamava pelo contra- rio por providencias immediatas de forga que suffocassem a sedigao.

O tempo consumira-se n essa discordia ingloria e per- dera-se o ensejo de uma composigao, mesmo assim problema- tica, co-mquanto escrevesse Maler para Pariz (3) que a menor concessao, o menor desejo manifestado de remediar os abuses mais escandalosos, teria bastado para conter os povos

��(1) Officio de 15 de Fevereiro de 1821, no Arch, do Min. dos Xeg. Est. de Franga.

(2) D. Maria lAmailia, ob. .oit.

(:j) Officio de 23 de Fovovoiro do 182,1.

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