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DOM JOAO VI NO BRAZIL 617

de 1817 era voz correntc em Montevideo e no Rio que Arti- gas estava doente, ameaqado de hydropisia, e no emtanto entregando-se serrpre ds bebidas fortes, o que mais contribuia para arruinar-lhe a sr.ude. A sua popularidade correlativa- mente baixava, nao Ihe permittindo a enfermidade a mesma actividade de antes e nao pod en do as suss hordas resignar-se a inercia.

Em meiados de 1818, dialer proprio confessa (i) que o pequenino reforco que ora se envia para preencher os lugares va~os por morte, ou cutros accidentes nas tropas portuguezes" (2) e constava de nada rnenos de trez mil homens mais de metade do effectivo primitive ao entrar a forca em campanha dominava de certo modo o territorio cisplatino. Tinham-se os Portuguezes apoderado da antiga Colonia e de Maldonado, posto guarnigoes ou pelo menos destacamentos em todos os pontos principaes ate o Uruguay, e assenhoreado do curso d este rio com o estabelecimento de barcas canhoneiras. Na foz do Uruguay conservavam elles estacionadas duas embarcacoes ligeiras, afora 25 velas de to das as dimensoes que cruzavam no Rio da Prata.

Aquelles destacamentos defensives destinados a envol- ver Artigas e cortar-lhe qualquer communicagao com Bue nos Ayres e a margem occidental do Prata, andavam for- mados pela divisao de veteranos portuguezes que o general Lecor teria tido instruc^ces de poupar quanto possivel : eram as tropas brazileiras de Minas, Sao Paulo e Rio Grande que, ao mando do general Curado, batiam a campanha, hosti- lizando e perseguindo o caudilho. Assim o informava Lecor n um relatorio de Junho de 1818, mandado ao conde de

��(1) Offieio de 30 do Jiraho dc 1818.

(2) Exi)ivs*r>.:>s <I;i Nota do Secret avio d Kstndo Bezerrn, dc 9 de Setembro de 1817, aos Agontes das cinco potenclas m.-dLini iras.

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