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1096 DOM JOAO VI NO BRAZIL

sivo, e com tal acto se prestigiou perante a populagao aquelle que poucos dias depois o Conciliator do Reino Unido ( I ) chamava ccm emphase "o amavel, inclyto e beroico Joven, gloria dos olhos de todos os fieis vassallos" que apparecera como "o intercessor e mediador entre o Throno e o Povo para S. M. outorgar a graga de uma liberal Constituicao, conforme ao Espirito do Seculo, Empenho de Portugal, Voto do Brazil, e de todos os habitantes dos mais Estados e Domi- nios da Coroa."

Palmella era quica o unico, com sua perceptibilidade e gravida de habituaes, a formar do Principe um conceito exacto e nao olhar para o future com essas confiangas ly- ricas. Em carta ao conde do Funchal (2), elle assim definia imparcialmente a attitude do futuro Imperador nos suc cesses de 26: "O P. Real mostrou naquella occasiao o maior desembaraco e presenca d espirito, e mesmo muita fidelidade, porque a tropa quiz sem duvida acclamal-o, e Elle sempre atalhou esse ultimo desaforo, gritando - - Viva El-Rey N. S. viva meu Pay: Ha comtudo muita gente que suppoem que Elle estava instruido de antemao do que se meditava e he certo que se deixa rodear e aconselhar por ma gente. El- Rey temno chamado sempre desde esse dia para assistir ao Despacho."

Compunham o ultimo ministerio de Dom Joao VI no Brazil, imposto, nao mais livremente escolhido, o philosopho e publicists Silvestre Pinbeiro Ferreira, o almirante Ignacio da Costa Quintella, Joaquim Jose Monteiro Torres e o conde

da Louza, nos negocios estrangeiros, reino, marinha e pre-

sidencia do erario respectivamente.

��(1) N. I. 1 do Ma n.-o (I; 1 IS^l, na Improssao Rcgia. (iM. Carta de 3 de Marco de 1821, Lata 7 da Coll. Unbares, na Bibl. Nac.

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