Página:Dom João VI no Brazil, vol 2.djvu/540

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1104 DOM JOlO VIJNO BRAZIL

de todas as facgoes, cedendo porem alternativamente aos conselhos dos que acreditava serem seus chefes, a espera la no amago que n aquella confusao Ihe fosse ainda poupado - nem elle sabia mesmo como - - o doloroso regresso.

Os m ajores e padres que, instigadores efficazes e ja ex- perientes, tinham andado acirrando a soldadesca e a plebe para conservarem elles o dominio da situagao, definiam na parte que Ihes tocava o estado de lucta, apenas adormecida uns instantes, entre as duas correntes, reinol e nacionalista, que d ora avante tinham de medir-se ate se extinguir uma sob a outra. Os clubs portuguezes queriam a todo transe ver os empregados brazileiros fora dos seus lugares, das Se- cretarias, da Alfandega, do Desembargo do Pago, e foi o receio da chama da reacqao brazilica que motivou as prisoes arbitrarias de Luiz Jose de Carvalho e Mello (futuro vis- conde da Oachoeira), Severlano Maciel (futuro marquez de Queluz), Targini (visconde de Sao Lourengo) e almirante Pinto Guedes (futuro barao do Rio da Prata), suggeridas ou antes arrancadas ao Rei sob o pretexto de que suas pes- soas iam ser atacadas e maltratadas.

Silvestre Pinheiro Ferreira gabou-se de ter feito annul- lar aquella apprehensao de reacgao, dando-Ihe cor de pro- tecgao contra os manejos dos que nao podiam levar a pa- ciencia que o Brazil sahisse de vez da dependencia colonial. Assim se extendendo do dominio theoretico ao pratico, a acgao do primeiro ministro de estrangeiros de nomeagao po pular no Brazil, exercia-se de facto liberalmente sobre os procedimentos irregulares ou mesmo violentos que os tempos originavam ; accrescendo, no caso de Targini o unico dos

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