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DOM JOAO VI NO BRAZIL 639

teis se fosse licito retiral-as todas as vezes que assim pare- cesse convfr" ( I ) , as instruccoes mandadas a Chamberlain eram de "fazer officialmente a sobredita declaracao" a menos que nao houvesse razao para crer que tudo se arranjaria ami- gavelmente, caso em que deixaria de ser transmittida a amea- ga, celebre na historia das relagoes diplomaticas anglo-por- tuguezas.

Tao seria pretend ia a ameaca ser que a Hespanha dVlla recebia simultaneamente aviso, ficando prevenida (2) de que a Grfi Bretanha renunciaria eventualmente a sua protecgao de Portugal. Era o mesmo que conceder ao gabi- nete de Madrid liberdade de accao, escancarar-lhe o campo na parte occidental da Peninsula, convidar praticamente o cobigoso de sempre a annexagao do visinho, si apenas fosse sincera a permissao. De facto a Inglaterra nao podia con- sentir em tal conquista, por opposta diametralmente aos seus interesses, e tanto que as reservas se seguiam immediata- mente: Ao mesmo tempo S. Ex. D. Jose Pizarro nao pode deixar de comprehender que os direitos assegurados a Portugal pelos seus tratados com as Potencias alliadas exis- tirao em toda sua forca emquanto durarem as negociagoes, ou ate que o governo portuguez haja formalmente recusado acceder as justas reclamagoes de S. M. C. E de esperar que as diligencias da Gra Bretanha determinarao S. M. C. a nao se arredar da politica moderada que ate aqui a guiou, e a aguardar a solucao da mediacao, antes de recorrer a medi- das ameacadoras e hostis."

O encarregado de negocios britannico no Rio foi quern nao aguardou instrucgoes para tomar acertadamente posicao

��( 1 ) Off. cit.

(2) Nota do marquess de Wellesley a I). Jose Pizarro, ministro de estrangeiros de Fernando VII, de 5 de Janeiro de 1817.

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