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DOM JOAO VI NO BRAZIL 645

incuria do ministerio liespanhol, pois que os proprios des- agradaveis (fdcheux} successes de Pernambuco se teriam evitado si a corte de Madrid houvesse agido de combinagao com a do Rio para a pacificac,ao das provincias rebeldes da America. Apezar das justas reclamagoes que Ihe seria licito apresentar contra a Hespanha, sobretudo por motive da villa e termo de Olivenga, que essa potencia retinha contra o voto solemne emittido no Congresso de Vienna por todos os soberanos, Portugal nao visava comtudo a adquirir um pe- nhor de tal restituigao, e o Rei Fidelissimo nunca se recusa- ria a entrar em accordo com o Rei -Catholico para ajustar as differences levantadas e convir definitivamente n uma linha de limites, que para o future evitasse entre as duas coroas, tao estreitamente ligadas, as continuadas dissensoes que desde longo tempo se tinham creado ( I ) .

E interessante ouvir a outra parte, como os mesmos factos serviam a argumentagao contraria. Na circular diri- gida pela mesma data quasi (2) aos ministros das poten- cias medianeiras, insistia Fenian Nunez no perigo que havia em transigir com o espirito revolucionario que a Europa ta- manho trabalho tivera para debellar. Ora, a attitude de Portugal no Rio da Prata apenas servia de dar alento ao partido rebelde de Montevideo, "que ja se achava rruiito enfraquecido e prestes a abrandar inteiramente. A invasao torncu-se o melhor meio, mais poderoso, de despertar o es pirito dos sediciosos, e o povo que se achava fatigado, oppres- so e debilitado, de novo se exacerbou vendo arvorar n esses paizes pavilhoes que Ihe sao extranhos e que tinha em horror,

��(1) Nota cit. de J) de Junho de 1817.

(2) 2 de Julho de 1817.

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