Página:Flores do Mal (1924).pdf/102

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Ora não ha no mundo um horror comparado
Ao do frio cruel d’esse astro regelado,
E a torva escuridão d’essa noite sem fim;

Chego até a invejar o animal sem dono
Que mergulha a dormir n’um estúpido sono...
Ó meu único amor, tem compaixão de mim.!