Página:GEHS - A familia em regimen communista - 1919 LCF.pdf/13

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A SOCIALIZAÇAO DAS MULHERES
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Os nossos jornalistas burguezes muito têm escripto sobre o pomposo "decreto" da socialização das mulheres na Russia. E aquillo é que é escrever... chegam até a affirmar tudo quanto lhes dá na veneta, com o fim, já se sabe, de desprestigiar em tudo o que não sahir da cosinha burgueza. Ouçamos, porém, o que sobre o tão decantado "decreto" nos diz o jornalista francez Alfredo Rosmer:

"Entre as calumnias inventadas e espalhadas pela imprensa de todos os paizes com o fim de tornar odiosos os bolchevistas, não ha nada mais absurdo, nem mais estupido do que a pretensa socialização das mulheres, na Russia, com que os jornalistas burguezes têm feito calembures e chiado de indignação. E calculem: mesmo quando já se sabia, duma maneira posiriva, que tudo aquillo não passava de pura fantasia, a senhora Sigefredo escreveu, “horrorizada”, a Clémenceau, supplicando-lhe que defendesse as mulheres russas das atrocidades bolchevistas... Hoje ainda a galga corre mundo, augmentando de dia para dia. Até nos proprios jornaes allemães appareceu ha pouco uma noticia sobre a nacionalização das mulheres na Baviera communista!..."

Na revista americana “The New Republic”, publicou o Sr. Oliver Sayler um artigo, de que extractamos o que segue:

“Quaesquer que sejam os erros commetidos pelos quaes os bolchevistas tenham de responder, hoje, perante a opinião publica, e, amanhã, perante a barra da hystoria, o que é certo é que elles não podem, em verdade ser os responsaveis pelo chamado decreto sobre a socialização das mulheres, “decreto” que, sob diversas fórmas, foi impresso nos nossos jornaes durante estes ultimos mezes. A origem do decreto, que eu vi affixado, em Samara, na ultima primavera, não é bolchevista, e mesmo a authenticidade da sua origem anarchista deve ser acolhida com todas as reservas. Mas, qualquer que seja a sua origem, este incidente é um commentario sardonico de inexactidões e de insufficiencias da informação americana na Russia”.

Oliver Syler não é um bolchevista. É apenas um repórter dos jornaes americanos. Por isso, depois de ter lido,